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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

1º FESTIVAL HOCUS POCUS — Saiba como foi

No último sábado, num antigo casarão abandonado da Rua Sacadura Cabral, centro do Rio de Janeiro, rolou a primeira edição do Festival Hocus Pocus.



Fugindo um pouco do comum à maioria dos festivais de cerveja brasileiros, que apostam quase sempre em bandas covers de rock, os organizadores do Festival (a cervejaria Hocus Pocus e a produtora Abraxas) investiram na apresentação de bandas do underground que fazem um som próprio, mais autoral e que fogem um pouco do Rock and Roll clássico. As apresentações das bandas foram intercaladas entre os dois andares do casarão e o terceiro andar contou com iluminação, vídeos e intervenções todas especiais.

Em alguns momentos parecia que assistia a um show do trio Emerson, Lake and Palmer, noutros parecia que via o Soundgarden ressurgir no palco tocando o álbum BadMotorFinger. Parabéns às bandas Aura, Psilocibina, Hammerhead Blues, Augustine Azul, Electric Goat Combo e a gringa Radio Moscow, pelos shows competentes.



Mas como o blog não é sobre música, e sim sobre cerveja, vamos a ela. 
Os quatro rótulos da Hocus Pocus foram servidos nos três andares da casa, com isso evitando filas, e com um preço muito especial: qualquer chope a 10 reais!

A primeira cerveja que bebi foi a APA Cadabra, estilo American Pale Ale. Estava idêntica à que provei no início de 2015: aroma fresco, boa intensidade de lúpulo e corpo ideal para ser bebida em maiores quantidades. Parabéns aos envolvidos por manterem o padrão da cerveja.



Depois foi a vez de provar a Interstellar, uma American IPA, que me era inédita até então. A base de lupulagem é parecida com a APA, embora lúpulos diferentes sejam usados. O amargor é alto (80 IBUs), porém bem inseridos e que em nenhum momento deixa a cerveja áspera. Um maltado coadjuvante e com um leve adocicado complementa o conjunto.



A Hush foi a primeira vez que provava em chope, só conhecia em garrafa até então. É uma Amber Ale com um maltado (adocicado e caramelo) correto e um moderado amargor para balancear o conjunto.



E por último, a minha cerveja preferida deles e que eu sempre apresento aos amigos: Magic Trap, uma Strong Golden Ale que esconde seus 9% de teor alcoólico (um perigo!) e que evidencia bastante um frutado de banana.



Aproveitei o evento para conversar com o Vinicius Kfuri (um dos sócios da Hocus Pocus) sobre novidades da cervejaria cigana. Ele informou que o quinto rótulo a ser produzido será uma Russian Imperial Stout, maturada em barril de Amburana e que vai levar um ingrediente secreto na receita. A previsão é que ela saia só no segundo semestre, vide a maior maturação que o estilo requer.

Já sobre o festival, ele garantiu a intenção de organizarem em breve a segunda edição da festa.

Parabéns aos organizadores pela iniciativa em realizar um evento musical, promovendo artistas que fazem música própria e, o melhor, com cerveja artesanal envolvida!

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