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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CERVEJA ARTESANAL À MESA BRASILEIRA – Curso em 4 dias na Casa do Saber Rio O Globo

Divulgação:

CERVEJA ARTESANAL À MESA BRASILEIRA (COM JANTAR HARMONIZADO)
Um encontro líquido e sólido com a nossa nova gastronomia

As cervejas artesanais feitas no Brasil estão conquistando corações e paladares pelo mundo afora, como a gastronomia nacional já vem fazendo há anos. Nossas cervejas e chefs ganham cada vez mais espaço e destaque em publicações, festivais e concursos internacionais. Para entender esse jeito brasileiro novo de fazer cerveja e comida, o curso apresenta cervejas artesanais brasileiras de destaque e promove seu encontro com uma nova cozinha brasileira – regional na origem e nos ingredientes, mas profundamente cosmopolita nas influências –, através de degustações e harmonizações de cervejas e petiscos famosos.

Observação: o último encontro será em uma quarta-feira, no restaurante Mira! da chef Roberta Ciasca, que fica na Casa Daros.



INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
DATA E INÍCIO: 02 Março - Segunda-feira
HORÁRIO: 20h
DURAÇÃO: 4 encontros (02/03, 09/03, 16/03, 18/03)
VALOR: R$ 400,00
LOCAL: Av. Epitácio Pessoa, 1164 - Lagoa - Rio de Janeiro - RJ

As inscrições podem ser feitas através do telefone 2227-2237 (de segunda a sexta das 11 às 20 horas) ou online pelo link: http://rj.casadosaber.com.br/cursos/cerveja-artesanal-a-mesa-brasileira-com-jantar-harmonizado/mais-informacoes

MINISTRADO POR
JOSÉ RAIMUNDO PADILHA: Publicitário formado pela PUC-Rio, consolidou sua formação em cerveja como Sommelier de Cervejas pela Doemens Akademie (Alemanha). Especializou-se em introduzir o público iniciante no universo das cervejas especiais. Criador da Delirium Akademie, dedicada ao estudo das cervejas. Colunista independente, autor do site Sommelier de Cervejas.



AULAS
02 MAR | 1. AS PREMIADAS: NOSSAS CERVEJAS MEDALHISTAS
09 MAR | 2. AS CULTUADAS: AS CERVEJAS QUE TODOS ADORAM
16 MAR | 3. AS CIGANAS: CERVEJAS PRODUZIDAS POR ENCOMENDA
18 MAR | 4. BRASIL À MESA: JANTAR HARMONIZADO COM A GASTRONOMIA AUTORAL DE ROBERTA CIASCA*


*Menu com cinco pratos acompanhados por cinco rótulos diferentes, com serviço incluso.

MELHORES DE 2014 – Cervejas importadas

Dando continuidade às listas com as melhores cervejas que degustei em 2014, a postagem de hoje é dedicada aos rótulos estrangeiros que são ou foram importados ano passado para o Brasil. Lembrando que só citei cervejas que nunca tinha provado antes.

10º lugar
BrewDog/2Cabeças
Hello My Name is Zé
Ano passado recebemos a visita de cervejeiros de várias partes do mundo, que vieram fazer cervejas colaborativas para o mercado brasileiro. Com a 2Cabeças ocorreu o inverso, foram eles os convidados para fazer um rótulo no exterior. Da parceria com a escocesa BrewDog saiu a cerveja Hello My Name is Zé, uma India Pale Ale com adição de maracujá na receita. O resultado foi uma IPA bem sucedida na proposta de deixar a fruta evidente e com uma chamativa identidade visual.



9º lugar
Schlenkerla/Brauerei Heller-Trum
Aecht Schlenkerla Rauchbier Urbock
A alemã Schlenkerla é uma das cervejarias referência em se tratando de cervejas defumadas. Muitos não apreciam esse tipo de cerveja, uma combinação de fumaça com notas que lembram carne de porco. Dos rótulos da Schlenkerla disponíveis no Brasil, a Urbock pode ser considerada a mais intensa da marca e um dos melhores exemplares para quem gosta desse tipo de cerveja.



8º lugar
Anchor
Brekle’s Brown
Confesso que não sou um grande apreciador de cervejas do tipo Brown Ale. Mas essa edição me cativou pelo equilíbrio, alta drinkability e pelo uso de um dos meus lúpulos preferidos, a variedade Citra. É o único lúpulo usado na cerveja – sim, ela é uma Single Hop – que também é utilizado na etapa do dry hopping. Para saber mais sobre essa cerveja, clique aqui.



7º lugar
The Bruery
Smoking Wood
Um dos lugares mais bacanas que conheci ano passado foi Belém, Pará. A cena cervejeira de lá é muito interessante, mas infelizmente pouco observada pelas grandes capitais. Há bons locais oferecendo cervejas artesanais e um grupo de cervejeiros agitadores da cultura cervejeira, os membros da ACervA Paraense. A minha viagem “cervejeira-gastronômica-cultural” terminou no bar de dois membros da associação, Iuri Fernandes e Gabriel Parente, os sócios do Black Dog English Pub – bar inspirado nos clássicos pubs londrinos. Mas antes de partir para o aeroporto o Iuri abriu essa cerveja e me presenteou, amigavelmente, com um copo cheio. Eu não recordo com exatidão as notas da cerveja – lembro da torrefação, do defumado e madeira muito atraentes – mas o melhor foi a ocasião. Foi a melhor hora para bebê-la, junto das melhores companhias para degusta-la. Caso a beba novamente, tenho certeza que não terá o mesmo encanto de quando a provei pela primeira vez.



6º lugar
Classique
Still Water Artisanal Ales
Brian Strumke – o responsável por essa cervejaria cigana – foi uma das visitas constantes ao Brasil ano passando, fazendo cervejas colaborativas com a 2Cabeças, Morada Cia. Etílica e Tupiniquim. A Classique – que ganhou uma releitura brasileira, a Clássica Tropical, feita na Tupiniquim – é uma cerveja que eu encaro como o que uma Saison deve obrigatoriamente ser: frutada, condimentada, apimentada, ácida, amarga, efervescente e seca. E o principal, ser refrescante! A cerveja consegue ser também atraente visualmente graças a uma graciosa latinha amarela (foi impossível não levar pra casa quando a vi na gôndola do mercado).



5º lugar
Mikkeller
Sort Gul
Sabe aqueles livros que compramos pela capa? Então, o que me fez comprar essa cerveja foi a capa, ou melhor, o rótulo criado pelo ilustrador e designer brasileiro Ciro Bicudo. Já no copo, ela foi uma agradável surpresa. Impecável e complexa India Black Ale, um dos melhores rótulos da Mikkeller disponíveis no Brasil.



4º lugar
Ayinger
Celebrator
Considero essa alemã como a melhor do estilo Doppelbock importada para o Brasil. Foi uma das cervejas que mais bebi ano passado. Bem equilibrada, ela também possui sutil complexidade, com tímidas notas de frutas vermelhas e escuras. Vai muito bem com um bolo de Floresta Negra, um clássico da culinária alemã.



3º lugar
Fantôme
Fantôme
Se quiser compreender o estilo Saison/Farmhouse Ale é obrigatória a degustação das cervejas da Fantôme. O primeiro rótulo da marca é o meu preferido. Possui as características comuns ao estilo, mas o melhor é que conforme vai esquentando no copo, a cerveja vai se transformando e a cada gole ela vai te surpreendendo, atraindo novas sensações. Também foi uma das cervejas mais complexas que já tive a oportunidade de provar.



2º lugar
Cantillon
Gueuze 100% Lambic
Um privilégio provar essa cerveja on tap, ano passado no Empório Alto dos Pinheiros. Aromas e sabores avinagrados, alguma madeira, leve isovalérico, notas animalescas, de couro e mofo, aftertaste extremamente seco e ácido. A experiência só seria melhor se fosse consumida diretamente na fonte.



1º lugar
Evil Twin
Imperial Biscotti Break
Imperial Stout é um dos meus estilos favoritos, mas não é um tipo de cerveja popular. Ainda assim a Imperial Biscotti Break conseguiu ser um dos rótulos mais consumidos da Evil Twin, dentre os importados para o Brasil. E uma unanimidade, difícil encontrar alguém que fale mal dela. Possui tudo que pede o estilo: negra, viscosa e bem doce, mas este bem equilibrado pelo amargor e torrefação – que não a deixam adstringente. Para ser bebida com calma, preferencialmente divida com alguma companhia e acompanhada também de uma sobremesa.





E para quem quiser saber quais foram as minhas escolhas anteriores, entre as melhores cervejas caseiras e brasileiras que bebi em 2014, basta acessar, respectivamente, aqui e aqui

A próxima postagem  e a última lista  será dedicada às cervejas estrangeiras que não são importadas para o Brasil. Até lá!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

NEBLINA – O novo rótulo da Cervejaria Noturna

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Cervejaria Noturna lança seu terceiro rótulo, a Neblina

A cerveja chega nos pontos de venda no dia 18 de fevereiro, em garrafas de 600ml, para todo Brasil.



Nasce o terceiro rótulo na Cervejaria Noturna, a Neblina, uma witbier, estilo muito tradicional na Bélgica, com corpo leve, fácil de beber e muito refrescante. Nos ingredientes, trigo em flocos, semente de coentro, casca de laranja, limão tahiti e limão siciliano, garantindo um toque cítrico. Com uma graduação alcoólica de 4,5% ABV e 15 IBU’s (Unidade de Amargor).



O nome Neblina vem do próprio visual, já que as cervejas do estilo witbier são turvas e lembram uma neblina”. Explicou Luciano Silva, proprietário da cervejaria. Por ser uma cervejaria cigana, (cervejaria sem planta própria, que terceiriza a produção, bastante comum em países onde a cultura cervejeira já está estabilizada), a Neblina foi produzida na Tupiniquim, cervejaria localizada no bairro do Anchieta, em Porto Alegre (RS).



A cerveja chega nos pontos de venda no dia 18 de fevereiro, em garrafas de 600ml, para todo Brasil. O lançamento acontece no dia 23/02 no Empório Alto dos Pinheiros, dia 24/02 na Cervejaria Ideal e dia 26/02 no Empório Sagarana.

O ESTILO WITIBIER
As cervejas do estilo witbier foram muito populares na Europa no século XVII, mas sumiram do mercado no final da Segunda Guerra Mundial. Foi em 1966 que Pierre Celis resgatou a receita original e se tornou mundialmente conhecido, assim como o estilo.
Copo ideal para degustação: Tumbler e/ou Tulipa
Harmonização: Queijos claros, frutos do mar, peixes e carne branca



A CERVEJARIA NOTURNA
Fundada em fevereiro de 2012, a Noturna é uma cervejaria artesanal nascida a partir do sonho de seu fundador: “produzir cervejas saborosas, marcantes e com personalidade”. A ideia para o nome da cervejaria surgiu a partir dos horários das brassagens, que eram sempre realizadas no período da noite e madrugada adentro. A Noturna já lançou a Green Dream, uma India Pale Ale, e a Loucura de Baco, uma barley wine em parceria com as cervejarias Serra de Três Pontas e Tupiniquim.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CARNAVAL NA VILA ST. GALLEN – Caindo na folia com cerveja artesanal

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CARNAVAL NA VILA ST. GALLEN

Vila St. Gallen, em Teresópolis, está com uma programação especial para os dias de folia. Nas tardes de 14 e 15 de fevereiro, a partir das 13h, o restaurante Harlekin Pub traz a roda de samba Quintal do Céu, para animar a serra carioca.



Já nos dias 16 e 17, a diversão está garantida no Biergarten, que será tomado por um chorinho. Uma ótima oportunidade para degustar o Harlekin Ananás (R$ 9,00 a caneca de 200ml;), chope de verão criado pelo cervejeiro Gabriel Di Martino, harmonizando com o Camarão Tropical (R$ 48,00), camarão rosa médio, empanado na cerveja da estação e coco seco, servido com molho de moqueca, criado pelo chef Thiago Flores. O grupo se apresenta na segunda às 18h e na terça às 20h.
 
 

Vila St Gallen – Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, Alto – Teresópolis. Tel.: (21) 2642-1575. Quintas-feiras das 19h à 00h; sextas-feiras das 12h à 00h30; sábados e feriados das 12h à 00h30; domingos das 12h às 19h. www.vilastgallen.com.br

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CRAFT BEER ICE CREAM – Picolé com cerveja no Rio de Janeiro

Com as altas temperaturas do início do ano no Rio de Janeiro somos obrigados a procurar alternativas para aplacar a forte sensação de calor. Como solução nós temos um aumento dos banhos diários, idas costumeiras às praias e piscinas, consumo exagerado do ar condicionado e ventiladores, uma maior ingestão de líquidos, como água, sucos, e, principalmente, a nossa querida cervejinha. O consumo de sorvetes e picolés também aumenta no verão, com o consumidor ávido para se refrescar com um “gelado”. Pois esta foi a melhor hora escolhida para a vinda ao Rio de Janeiro da Craft Beer Ice Cream, marca especializada em sorvetes artesanais, do tipo gelato italiano, que usa a cerveja artesanal como ingrediente dos seus produtos.



A marca surgiu ano passado em São Paulo, com cinco sabores de sorvetes fabricados com as cervejas da Cervejaria Nacionalbrewpub localizado em Pinheiros. Os sorvetes utilizam ingredientes de qualidade, insumos importados, não usam gordura hidrogenada e a maior dificuldade é encontrar o ponto certo de cremosidade e congelabilidade, por causa do álcool. Atualmente contam com mais três sabores, num total de oito tipos de sorvetes, que passaram recentemente por uma nova identificação visual. Os sorvetes podem ser encontrados nos principais bares especializados em cervejas artesanais de São Paulo, totalizando 35 estabelecimentos comerciais.

Os criadores da marca são os sócios Tulio Rodrigues e Robson Rehem. Eles também são os responsáveis pela Beer Academy, instituição especializada no universo da cerveja; pelo Brewer Chef, variedade de molhos que utiliza como ingrediente os insumos de cerveja, como malte e lúpulo; e pelas novidades que ainda serão lançadas dentro em breve: snacks com cerveja e uma linha de azeites do tipo extra virgem, inspirada nas Escolas Cervejeiras.



O propósito da iniciativa de colocar a cerveja como ingrediente na gastronomia – ou como dizem os sócios, “brincar com cerveja fora da garrafa” – partiu da vontade em atrair o consumidor comum, aquele que não é um aficionado por cervejas artesanais, mas que tem a curiosidade em experimentar produtos inovadores. E esses produtos funcionam como uma porta de entrada para esses consumidores adentrarem com mais paixão no mundo das cervejas artesanais.

Para o Rio de Janeiro trouxeram com exclusividade a linha de picolés da marca, que também são feitos com cerveja artesanal. Os rótulos escolhidos foram os da Therezópolis, que são fabricadas na Vila St. Gallen, em Teresópolis. A responsabilidade pela fabricação dos picolés ficou a cargo da empresa Sorveteria Sol a Sol, que fica em Niterói.

Os sabores dos picolés com cerveja são: Laranja com Weissbier, Doce de Leite com IPA, Chocolate Belga com Dunkel, Gianduia com Bock e Damasco com Pilsen – vale citar que não são recomendados para menores de 18 anos, uma vez que contém álcool. Para o futuro já estão planejando uma parceria com a 2Cabeças – cervejaria cigana do Rio de Janeiro – na elaboração de picolés com as cervejas MaracujIPA e Saison à Trois – cerveja feita de forma colaborativa com a Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto.



A festa de lançamento dos picolés da Craft Beer Ice Cream foi ontem, no Delirium Café – bar localizado em Ipanema. Provei todos os sabores e o meu preferido foi o de Doce de Leite com IPA. O início da mordida é bem doce, em seguida vem o amargor da cerveja que consegue amenizar o dulçor, criando uma curiosa mistura de sabores e sensações. Os demais picolés também são muito saborosos e as escolhas dos estilos para harmonizar foram certeiras. E utilizando um termo comum na cerveja, é correto afirmar que os picolés são de alta drinkability, não dá vontade de parar de experimentar. São bem refrescantes e com a vantagem de te deixar mais alegre.


O Gustavo Renhasommelier de cervejas e consultor da área – é um dos parceiros do Rio que vai ajudar na introdução da marca, e o Marcelo Ludovice é o representante comercial no Rio. A partir de hoje os picolés estarão disponíveis nas praias cariocas, como Copacabana, Leblon e Ipanema, e no bar Delirium Café. Dentro em breve estarão nos demais bares especializados em cervejas artesanais do Rio de Janeiro. 

Os estabelecimentos que estiverem interessados em comercializar a marca – que também oferece estrutura de freezer, isopor e divulgação – podem entrar em contato pelo e-mail ludo@sorvetecomcerveja.com.br

E abaixo seguem algumas fotos da festa de ontem:

Gustavo Renha, Robson Rehem, Marcelo Ludovice e Tulio Rodrigues
foto: Monique Marins

Empresários, blogueiros e convidados para o lançamento da Craft Beer Ice Cream, no Delirium Café
foto: Monique Marins

Craft Beer Ice Cream Doce de Leite com IPA e Therezópolis Jade, cerveja utilizada na fabricação do picolé


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

#ASKDOGFISH – Você pergunta, Sam Calagione responde

Estreou na semana passada o primeiro episódio do programa #AskDogfish, série de vídeos apresentada por Sam Calagione, fundador e presidente da cervejaria norte-americana Dogfish Head. A ideia é que ele responda da forma mais franca e verdadeira possível, os diversos questionamentos enviados pelos internautas, via Twitter, acerca de tudo que envolva a cervejaria. O programa é gravado dentro da Steampunk Tree House, a casa da árvore/escultura localizada na parte externa da cervejaria.



A primeira pergunta do episódio foi se eles cogitam produzir Sour Ales mais intensas e/ou fortes. Para quem não sabe, a Dogfish Head foi uma das primeiras cervejarias a investir na criação de cervejas selvagens dentro dos Estados Unidos. A primeira experiência deles foi treze anos atrás com a cerveja Festina Lente, inspirada nas Lambics belgas. O mercado norte-americano ainda não estava preparado para esse tipo de cerveja na época, que não entendia bem as peculiaridades do estilo. Tanto que 70% da produção foi devolvida à cervejaria pelos distribuidores, que reclamaram que a cerveja estaria azeda. Depois dela eles criaram a primeira Berliner Weisse do país – na verdade uma reinterpretação do estilo alemão – chamada de Festina Peche, produzida todo ano pela cervejaria de forma sazonal. 

Os planos para 2015 são continuar com a produção da Festina Peche, com lançamento para o próximo verão, produzir pequenos lotes experimentais da Festina Lente, para ser servida em festivais, e o lançamento de uma nova versão da Raison D’Etre, com adição de levedura Brettanomyces.

No episódio, Sam ainda dá sua opinião sobre o polêmico comercial da Budweiser transmitido na final do Super Bowl, e termina o programa dando algumas dicas para quem estiver pensando em se profissionalizar ao montar sua primeira cervejaria e entrar no mercado de cervejas artesanais.

O primeiro episódio pode ser conferido na página da Dogfish Head no YouTube ou clicando diretamente no vídeo abaixo:

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ACERVA CARIOCA – Ceia 2014-2015

No último sábado foi realizada a tradicional ceia da ACervA Carioca (Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas) – festa que ocorre sempre no final do ano, mas que dessa vez foi adiada para o começo de 2015. O encontro foi regado a muita cerveja artesanal, comida de boteco, boa música e ainda serviu para anunciarem sobre os concursos de cerveja que serão realizados esse ano.

foto: Monique Marins


A festa foi celebrada na Casa da Glória, um espaço amplo e aconchegante, com piscina, área fechada e aberta, e boa localização. O evento durou um dia inteiro e até choveu, mas a chuva mais refrescou que atrapalhou.  A banda Farinha de Rosca embalou a tarde com o seu folk/rock e músicas do Clube da Esquina. O Dj André Zahle Nader, com o melhor da música brasileira e jamaicana, foi o responsável por comandar o som.

A diretoria da associação aproveitou o ensejo e anunciou as categorias participantes do Concurso Estadual desse ano. Os estilos escolhidos, além do tradicional Estilo Livre, foram: Doppelbock, Saison, Vienna Lager e – para deleite dos presentes e com muitos já se candidatando para fazer parte do júri – Lambic. A Regional de Petrópolis também anunciou os estilos escolhidos para seu concurso interno, Munich Helles e American Brown Ale.

E sobre as cervejas presentes na festa, abaixo listo algumas que se destacaram dentre as várias que bebi. Parabéns aos produtores, que novamente atestaram que o Rio é bem servido em matéria de cervejas artesanais, parabéns aos diretores envolvidos na organização da ceia e parabéns à Luciane Tavares, por mais um mandato presidindo a associação. ACervAaaaaaaaaa!

Hocus Pocus APA Cadabra, do Vinicius Kfuri e Pedro Henrique Butelli. American Pale Ale com os lúpulos Amarillo, Centennial e Citra. Aroma muito fresco, amargor assertivo, bom corpo, aftertaste seco e amargo, mas sem persistir.

Quatro Graus Beet Wit, do Marlos Monçores e Luiz Bento. A beterraba é marcante, porém não é enjoativa, com o hortelã e o cítrico contrabalanceando e deixando uma sensação bem refrescante.

Flanders Red Ale ainda em fase de processamento do Rafael Bertges (na foto) e Caio Delgaudio, cervejeiros da Cervejaria Artesanal Oceânica. Cerveja de personalidade, que já demonstra as características que o estilo pede. Após ser finalizada, certamente será um dos melhores lançamentos do ano.

Feijoada no Barril, do Rafael Oliveira e Daniele Felippe. O nome não é à toa. Essa Smoked Porter parece realmente uma feijoada. Alto defumado e torrado, bem intensos, “um prato cheio” para quem gosta de cervejas com pegada de fumaça.

Pumpkin Ale do Bruno Viola foi consagrada no ano passado como a melhor cerveja do Estilo Livre do IX Concurso Estadual. Delicioso doce de abóbora com coco queimado que serve perfeitamente para substituir uma sobremesa.