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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

MELHORES DE 2014 – Cervejas importadas

Dando continuidade às listas com as melhores cervejas que degustei em 2014, a postagem de hoje é dedicada aos rótulos estrangeiros que são ou foram importados ano passado para o Brasil. Lembrando que só citei cervejas que nunca tinha provado antes.

10º lugar
BrewDog/2Cabeças
Hello My Name is Zé
Ano passado recebemos a visita de cervejeiros de várias partes do mundo, que vieram fazer cervejas colaborativas para o mercado brasileiro. Com a 2Cabeças ocorreu o inverso, foram eles os convidados para fazer um rótulo no exterior. Da parceria com a escocesa BrewDog saiu a cerveja Hello My Name is Zé, uma India Pale Ale com adição de maracujá na receita. O resultado foi uma IPA bem sucedida na proposta de deixar a fruta evidente e com uma chamativa identidade visual.



9º lugar
Schlenkerla/Brauerei Heller-Trum
Aecht Schlenkerla Rauchbier Urbock
A alemã Schlenkerla é uma das cervejarias referência em se tratando de cervejas defumadas. Muitos não apreciam esse tipo de cerveja, uma combinação de fumaça com notas que lembram carne de porco. Dos rótulos da Schlenkerla disponíveis no Brasil, a Urbock pode ser considerada a mais intensa da marca e um dos melhores exemplares para quem gosta desse tipo de cerveja.



8º lugar
Anchor
Brekle’s Brown
Confesso que não sou um grande apreciador de cervejas do tipo Brown Ale. Mas essa edição me cativou pelo equilíbrio, alta drinkability e pelo uso de um dos meus lúpulos preferidos, a variedade Citra. É o único lúpulo usado na cerveja – sim, ela é uma Single Hop – que também é utilizado na etapa do dry hopping. Para saber mais sobre essa cerveja, clique aqui.



7º lugar
The Bruery
Smoking Wood
Um dos lugares mais bacanas que conheci ano passado foi Belém, Pará. A cena cervejeira de lá é muito interessante, mas infelizmente pouco observada pelas grandes capitais. Há bons locais oferecendo cervejas artesanais e um grupo de cervejeiros agitadores da cultura cervejeira, os membros da ACervA Paraense. A minha viagem “cervejeira-gastronômica-cultural” terminou no bar de dois membros da associação, Iuri Fernandes e Gabriel Parente, os sócios do Black Dog English Pub – bar inspirado nos clássicos pubs londrinos. Mas antes de partir para o aeroporto o Iuri abriu essa cerveja e me presenteou, amigavelmente, com um copo cheio. Eu não recordo com exatidão as notas da cerveja – lembro da torrefação, do defumado e madeira muito atraentes – mas o melhor foi a ocasião. Foi a melhor hora para bebê-la, junto das melhores companhias para degusta-la. Caso a beba novamente, tenho certeza que não terá o mesmo encanto de quando a provei pela primeira vez.



6º lugar
Classique
Still Water Artisanal Ales
Brian Strumke – o responsável por essa cervejaria cigana – foi uma das visitas constantes ao Brasil ano passando, fazendo cervejas colaborativas com a 2Cabeças, Morada Cia. Etílica e Tupiniquim. A Classique – que ganhou uma releitura brasileira, a Clássica Tropical, feita na Tupiniquim – é uma cerveja que eu encaro como o que uma Saison deve obrigatoriamente ser: frutada, condimentada, apimentada, ácida, amarga, efervescente e seca. E o principal, ser refrescante! A cerveja consegue ser também atraente visualmente graças a uma graciosa latinha amarela (foi impossível não levar pra casa quando a vi na gôndola do mercado).



5º lugar
Mikkeller
Sort Gul
Sabe aqueles livros que compramos pela capa? Então, o que me fez comprar essa cerveja foi a capa, ou melhor, o rótulo criado pelo ilustrador e designer brasileiro Ciro Bicudo. Já no copo, ela foi uma agradável surpresa. Impecável e complexa India Black Ale, um dos melhores rótulos da Mikkeller disponíveis no Brasil.



4º lugar
Ayinger
Celebrator
Considero essa alemã como a melhor do estilo Doppelbock importada para o Brasil. Foi uma das cervejas que mais bebi ano passado. Bem equilibrada, ela também possui sutil complexidade, com tímidas notas de frutas vermelhas e escuras. Vai muito bem com um bolo de Floresta Negra, um clássico da culinária alemã.



3º lugar
Fantôme
Fantôme
Se quiser compreender o estilo Saison/Farmhouse Ale é obrigatória a degustação das cervejas da Fantôme. O primeiro rótulo da marca é o meu preferido. Possui as características comuns ao estilo, mas o melhor é que conforme vai esquentando no copo, a cerveja vai se transformando e a cada gole ela vai te surpreendendo, atraindo novas sensações. Também foi uma das cervejas mais complexas que já tive a oportunidade de provar.



2º lugar
Cantillon
Gueuze 100% Lambic
Um privilégio provar essa cerveja on tap, ano passado no Empório Alto dos Pinheiros. Aromas e sabores avinagrados, alguma madeira, leve isovalérico, notas animalescas, de couro e mofo, aftertaste extremamente seco e ácido. A experiência só seria melhor se fosse consumida diretamente na fonte.



1º lugar
Evil Twin
Imperial Biscotti Break
Imperial Stout é um dos meus estilos favoritos, mas não é um tipo de cerveja popular. Ainda assim a Imperial Biscotti Break conseguiu ser um dos rótulos mais consumidos da Evil Twin, dentre os importados para o Brasil. E uma unanimidade, difícil encontrar alguém que fale mal dela. Possui tudo que pede o estilo: negra, viscosa e bem doce, mas este bem equilibrado pelo amargor e torrefação – que não a deixam adstringente. Para ser bebida com calma, preferencialmente divida com alguma companhia e acompanhada também de uma sobremesa.





E para quem quiser saber quais foram as minhas escolhas anteriores, entre as melhores cervejas caseiras e brasileiras que bebi em 2014, basta acessar, respectivamente, aqui e aqui

A próxima postagem  e a última lista  será dedicada às cervejas estrangeiras que não são importadas para o Brasil. Até lá!

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