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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MISTURA CLÁSSICA VERTIGEM IPA – Estreia com pé direito

Quarta-feira passada, no Espaço Lapa Café, aconteceu o lançamento do novo rótulo da Cervejaria Mistura Clássica, a cerveja Vertigem IPA. Na verdade um relançamento em versão solo, tendo em vista que a mesma já havia sido lançada em edição comemorativa para a Copa do Mundo. No Kit Mistura Brasil, além da Vertigem, vinham mais três cervejas: Miragem (witbier com frutas cítricas), Volúpia (strong dark ale com blueberry) e Euforia (saison). Os rótulos foram idealizados pelo casal de cervejeiros caseiros, Eduarda Dardeau e Ricardo Rosa, e a execução da receita ficou por conta de Serverino Batista (Bill), mestre-cervejeiro que já trabalha há vários anos na Mistura Clássica.



A Vertigem IPA agora entra para a linha regular da cervejaria, vendida em garrafas de 500 ml e com uma nova roupagem. Do estilo American IPA, sua receita recebe uma combinação de lúpulos americanos e australianos que atraem notas florais e frutadas. As dicas de harmonização indicadas pela cervejaria são de pratos apimentados e de molhos fortes, carnes e queijos robustos. Vai bem com almôndega apimentada ou queijo gorgonzola, por exemplo. Abaixo segue a análise sensorial da cerveja servida em chope.

Mistura Clássica Vertigem IPA - American IPA - 6,5% ABV
Dourada escura. Espuma branca. Aroma lupulado moderado (frutado cítrico, maracujá). Malte pouco perceptível. Sabor similar. Lúpulo fresco. Amargor médio. Corpo médio a baixo e carbonatação média. Final seco e amargor que persiste.


A estreia da Vertigem IPA junto ao público foi no Mondial de La Bière Rio – realizado entre os dias 20 a 23 de novembro. A cervejaria fez uma promoção para o festival, onde as 10 melhores fotos publicadas no Instagram com a hashtag #vertigemnomondial eram presenteadas com kits da cerveja. A estreia foi com pé direito, já que no Mondial a Vertigem saiu com a conquista da medalha de ouro no MBeer Contest Brazil – a Beatus foi outra cerveja da Mistura Clássica que também ganhou a medalha de ouro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

DOUBLE PERIGOSA WOOD AGED – A obra-prima da Bodebrown

No mês de setembro a curitibana Bodebrown lançou a série de cervejas Wood Aged Series. A ideia é lançar rótulos de linha em versões envelhecidas em barris de madeira que antes foram usados para acondicionar outras bebidas. A cerveja que inaugurou a série foi a Double Perigosa Wood Aged Series Cabernet Sauvignon 2014. Vendida em edição limitada de quase três mil garrafas numeradas, ela esgotou em apenas uma semana de pré-venda na loja virtual da cervejaria. Ela é a base da cerveja Double Perigosa Imperial IPA, que na versão envelhecida em madeira fica por nove meses em barris de carvalho francês, antes usados para acondicionar vinhos Cabernet Sauvignon da Serra Gaúcha. A cervejaria recomenda beber uma garrafa agora, guardar outras unidades a temperaturas de 12º C e verificar sua evolução daqui a cinco, dez anos. A segunda cerveja da série já foi anunciada, é a Wee Heavy Wood Aged Series – envelhecida em dornas de amburana da cachaça Weber Haus. Sua pré-venda ainda não esgotou, portanto os interessados ainda podem adquirir no site da cervejaria.



Algumas pessoas que já beberam a Double Perigosa Wood Aged criticaram que ela estaria doce demais e questionaram se daqui alguns anos o seu dulçor estaria mais arredondado. Teoricamente, com o tempo a doçura estaria mais perceptível que agora. A lupulagem declinaria ou ficaria ausente e sem o amargor para contrabalancear ou amenizar a sensação de doçura. Por outro lado, uma possibilidade é que com a refermentação e a concentração de açúcares fermentescíveis na garrafa, ela poderia ficar mais seca e com menos corpo, e essa sensação de doçura excessiva poderia diminuir. Com o tempo ela ganharia não apenas em complexidade, mas uma série de fatores e a temperatura de armazenamento poderiam influenciar nela virar outra cerveja – ou até mesmo ficar aparentemente menos doce.

Sugestionados pelo nome do rótulo, algumas pessoas esperam encontrar nessa cerveja as mesmas características da Perigosa Imperial IPA – conhecida por ser muito amarga e com uma proposta para ser bebida fresca. Esquecem que a base da Wood Aged é a Double Perigosa Imperial IPA – que é produzida com a base da Perigosa, mas com quatro meses de fermentação. O resultado é a cerveja mais alcoólica da Bodebrown (e do Brasil), com 15,1% ABV – a Perigosa tem 9,1% ABV. A cerveja, que era do estilo imperial IPA, acaba ficando mais semelhante a uma American barleywine.

Outro problema é que, enquanto a Perigosa é uma das cervejas mais populares da Bodebrown, a maior parte do público brasileiro ainda não foi apresentado a Double Perigosa – suas edições ficaram restritas a poucos pontos de venda e festivais de cerveja. Eu mesmo ainda não provei e nunca vi vendendo. É um pouco frustrante experimentar a versão envelhecida em madeira antes de provar a versão normal e com isso perder o grau comparativo.

Bebi uma Double Perigosa Wood Aged na semana passada. Deixei demais exemplares para serem consumidos mais pra frente  a ideia é seguir a recomendação e guardar por cinco, dez anos. Ela é doce sim, mas muito complexa. Já faz parte da lista das melhores artesanais brasileiras que bebi e a considero como a melhor cerveja feita pela Bodebrown. É a sua obra-prima. Percebi nela traços da Bamberg Biertruppe Vintage nº 1 e da Dogfish Head 120 Minute IPA. Abaixo segue a minha análise sensorial:

Bodebrown Double Perigosa Wood Aged Series Cabernet Sauvignon 2014 - wood and barrel aged Strong beer - 15,1% ABV
Cor castanha e fechada. Espuma 
fugaz. Aroma doce definitivo. Notas de frutas desidratadas e sementes secas (castanhas, amêndoas, ameixa, uva passa, figo). Dulçor encontrado pelo salgado (umami?). Seguiu com notas de chocolate, caramelo, toffee, melaço, rapadura... Oxidação de leve mofo. Madeira e queimado. Esquentou, veio coco queimado e uvas/geleia. Álcool imperceptível. Complexa. Sabor similar. Frutado intenso (passas, figo seco e geleia). Meio do gole salgado, mas dulçor/maltado ditador. Amadeirado sem intensidade. Doce – salgada – doce. Corpo alto e licoroso. Carbonatação média-alta, poderia ser menor. Sensação alcoólica, apimentada e acalentadora, mas agradável. Final longo e doce. Retrogosto frutado.


É interessante verificar a evolução da legislação brasileira ao permitir o registro dos rótulos da série Wood Aged Series. Até pouco tempo atrás era inviável imaginar que cervejas com essas características – envelhecimento em barris de madeira e vencimento prolongado – pudessem ser aprovadas no Brasil. Ainda mais se pensarmos que bastava usar a alcunha “vintage” no rótulo para que a burocracia se instaurasse. Fica até a esperança e torcida para que outro rótulo da Bodebrown, a Imperial Milk Stout, tenha seu registro também autorizado e possa ser lançada no futuro – a cerveja recebe adição de lactose e o uso de insumos de origem animal em cervejas é proibido pela legislação.

Para aqueles que não conseguiram comprar a Double Perigosa Wood Aged Series Cabernet Sauvignon 2014, não se desesperem. Ela estará disponível no Mondial de La Bière Rio – que começa amanhã e vai até domingo. Abaixo segue a lista completa que a Bodebrown divulgou do que vai levar para o festival. Cervejas de linha, muita exclusividade e raridades: 




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

HOCUS POCUS – Do caldeirão para os bares

Hocus pocus, abracadabra, sim sim salabim, alakazam são algumas palavras mágicas do ilusionismo que servem como formas de encantamento. São ditas por mágicos na hora de tirar um coelho da cartola ou por bruxos quando criam poções mágicas no caldeirão. E em um desses caldeirões entraram ingredientes naturais e vivos que geraram poderosos elixires. Foram magistralmente criados por mestres que também buscaram inspiração nas músicas da banda Focus. Desse caldeirão surgiu a cervejaria Hocus Pocus e dela saíram líquidos sagrados também chamados de cervejas artesanais.


Focus – Hocus Pocus (Ao Vivo, 1973)
Show que inspirou o nome da cervejaria


Do caldeirão para os bares. A Hocus Pocus é a nova cervejaria que sai da produção caseira para entrar no mercado. Suas cervejas são produzidas na microcervejaria Allegra, de Jacarepaguá-RJ, na forma de contract brewing – uma espécie de aluguel de uma cervejaria para fazer rótulos de outra cervejaria, como uma alternativa mais barata vide a inviabilidade de investimento numa planta própria.

O primeiro rótulo lançado foi a Magic Trap – o registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) saiu semana retrasada. Ela é inspirada na cerveja Delirium Tremens, porém numa versão mais alcoólica e frutada que a clássica belga. Por enquanto ela só está disponível em chope e a previsão é que em dezembro saia a versão engarrafada.

rótulo da Magic Trap


Sua estreia foi há dois meses no Botto Bar – foi no curso de produção de cerveja ministrado pelo Leonardo Botto que Vinicius Kfuri e Pedro Henrique Butelli (sócios da Hocus Pocus) aprenderam a fazer cerveja em casa. Ela também já participou de algumas feiras gastronômicas de produtores artesanais, como a Junta Local e o Festival de Gastronomia e Food Trucks. Atualmente os chopes podem ser bebidos, além do Botto Bar, nos bares Antiga Mercearia e Bar e Bier em Cultuur. Em breve estará no Lupulino e Delirium Café. E já está confirmada a sua participação no Mondial de la Bière.

Tive a oportunidade de ganhar a garrafa da Magic Trap ainda em sua versão caseira  e com o antigo rótulo. Do estilo Belgian specialty ale, ela foi produzida com adição de especiarias (canela), levedura trapista e possui 8% de teor alcoólico.


Hocus Pocus Magic Trap - Belgian specialty ale - 8% ABV
Cor dourada a cobre, límpida e brilhante. Espuma cor branca de baixa criação e moderada retenção. Aroma frutado – lembrou banana frita e pera caramelizada. Malte marcante, notas de grãos e biscoito. Notas de fermentação, tutti-frutti e algum condimentado. Caramelo (?) e leve tostado. Álcool presente e perfumado, mas nada desagradável e quase encoberto. Não percebi a canela. Sabor similar ao aroma. Frutado em destaque, notas condimentadas (canela perceptível, mas sutil) e malte presente. Amargor médio. Notas de fermentação destacadas. Corpo médio. Carbonatação média. Sensação alcoólica, mas sem agredir. Aftertaste longo e doce.


A versão registrada é um pouco diferente da caseira. A atual não leva canela, o seu teor alcoólico está um pouco maior (9% ABV) e está enquadrada no estilo strong golden ale.

A cerveja APA Cadabra, outro rótulo da Hocus Pocus, também já foi liberada para comercialização. A previsão é que seja lançada também em dezembro. A sua versão caseira está concorrendo na final da categoria American pale ale do concurso da ACervA Carioca, que ainda não divulgou os vencedores. Fica a torcida!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

CERVEJA ALÉM CERVEJA – bin52 by cindymadewhat

Cindy é uma entusiasta das cervejas artesanais e cervejeira caseira há três anos que mora na cidade de Tampa, Flórida. A escassez de acessórios de cervejas direcionados ao público feminino fez com que ela criasse joias voltadas para as mulheres, sem cair em estereótipos e que buscassem inspiração na natureza. Todos os apaixonados por cervejas podem usar essas peças únicas feitas à mão. Verdadeiras obras de arte feitas com muito amor.

Colares, brincos, anéis, alargadores, chaveiros, gravatas, cintos, tap handles,... Variados produtos que têm em comum o uso de lúpulos e maltes de verdade na criação das peças com acabamento em resina. Demais ingredientes utilizados na fabricação de cervejas também viram material. Como o pingente feito com os insumos utilizados na produção da White Oak Jai Alai IPA: maltes variados, lúpulos em flor de variedades norte-americanas e chips de carvalho branco. Essa cerveja é produzida pela cervejaria Cigar City, também da cidade de Tampa.



Os produtos podem ser adquiridos no site Etsy – um mercado onde pessoas de todo o mundo se conecta para comprar e vender suas criações. Cindy também aceita encomendas de peças personalizadas. Cervejeiros, entusiastas de cervejas artesanais, público em geral – sem preconceitos de gêneros ou estereótipos –, todos estão convidados a apreciar a bin52 by cindymadewhat.

tap handle




terça-feira, 11 de novembro de 2014

1ª FESTA DA CERVEJARIA FRAGA – Festa e lançamento da cerveja Fraga Brown

Três semanas atrás, no dia 25/10, foi comemorada a 1ª Festa da Cervejaria Fraga. A festa marcou a comemoração de mais de um ano de atividade da cervejaria. Embora o registro junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tenha saído somente no primeiro semestre do ano passado, já são cinco os anos desde a criação da cervejaria, a maior parte deles vividos enquanto ainda solucionavam os entraves burocráticos. Portanto não faltaram motivos para comemorar. A festa também serviu para o lançamento do novo rótulo da cervejaria, a cerveja Fraga Brown.

Um dos sócios da cervejaria é o Sergio Fraga, figura muito querida no meio cervejeiro carioca. Ele foi um dos primeiros membros da ACervA Carioca e há anos é um difusor da cultura cervejeira, antes mesmo de ser dono de uma cervejaria. Na festa estavam presentes a “família Fraga”, cervejeiros caseiros e membros acervianos, e empresários do ramo cervejeiro. O clima familiar foi o que reinou. Além da nova cerveja, as demais servidas foram a Fraga Weiss – essa já um clássico – e a Fraga Blonde. Essa última infelizmente eu não bebi, pois só consegui chegar após as 17 horas – a festa estava marcada para começar às 14 horas – e foi a primeira a acabar.



Além das cervejas, os presentes puderam curtir os shows do Eduardo Camacho e da banda General Garrafa – ambos tocando clássicos do rock, folk e country music. O som da festa foi comandado pelo DJ Jimmy, um dos ogros do Ogrostronomia, que esteve presente servindo um sanduíche de carne desfiada com pegada indiana – a Brown Fraga foi usada na preparação do prato. O bar Botero também esteve presente e dentre as opções servidas – a maioria acabou – o que consegui provar foi o pastel de costela ao Bordelaise. Os pratos dos ogros e do Botero estavam muito bons.

E vamos falar da Fraga Brown. É uma cerveja do estilo American brown ale. Na receita foram utilizados os lúpulos Magnum e Chinook. Ela possui 24 IBUs (unidades de amargor) e é uma boa representante do estilo. Parabéns à Cervejaria Fraga pelo lançamento.

Fraga Brown - American brown ale - 5,2% ABV
Cor marrom escura. Aroma com lúpulo e tostado intensos. Sabor inicialmente frutado (cítrico e frutas tropicais). Em seguida veio a sensação de médio amargor, encontrado pelo tostado e o biscoito waffer. No gole perdurou o dulçor (chocolate e um pouco de caramelo), sempre encontrado pelo frutado. Corpo médio a baixo. Aftertaste seco, residual doce/tostado e amargor que persistiu pouco.


Os organizadores já divulgaram que em 2015 será comemorada a segunda edição da festa, vide o sucesso que foi esse ano. E aqui fica o meu parabéns a todos os envolvidos, tanto para a “família Fraga”, quanto para a Delibeer Eventos Cervejeiros, responsável pela organização do evento. E que venha 2015 com a 2ª Festa da Cervejaria Fraga!


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

INTERNATIONAL STOUT DAY – Founders Breakfast Stout, até um dia!

Ontem, 06 de novembro de 2014, foi comemorado o mundialmente celebrado International Stout Day (dia internacional da stout). Foi dia de beber a cerveja stout do sub-estilo predileto (sweet stout, oatmeal stout, Russian imperial stout, dry stout, foreign extra stout, American stout, American imperial stout, session stout, wood and barrel aged…) e celebrar!



Originalmente um estilo voltado para uma maior robustez na cerveja (mais corpo e mais torrado), o estilo conta atualmente com várias sub-categorias, indo desde as “imperials” com teor alcoólico maior e consequentemente mais malte, as envelhecidas/maturadas em barris e até as “sessions”, menos robustas e com capacidade de serem bebidas aos montes, vide o alto drinkability.

A minha escolhida para comemorar a data foi a americana Founders Breakfast Stout. Primeiro por ser uma cerveja parruda e de muita personalidade. É uma oatmeal stout (também classificada por muitos como uma American imperial stout) que, além de flocos de aveia, recebe adições abundantes de chocolates importados e cafés Sumatra e Kona. Possui 8,3% de teor alcoólico e 60 unidades de amargor. O segundo motivo foi pela saudade que ela deixará. A exportação de todos os rótulos da Founders foi suspensa pela cervejaria, que visa atualmente focar mais no mercado interno americano – conforme noticiou o blog All Beers. O jeito é comprar as últimas sobreviventes dos PDVs e aguardar a abertura do último container importado que será liberado do porto.

Founders Breakfast Stout - American imperial stout - 8,3% ABV
Cor preta e fechada. Espuma cor marrom de moderada criação e persistência, que sujou as laterais. Aroma torrado e de grãos de café, bem intensos. Fava de baunilha e aveia bem marcante. Terminou com o chocolate amargo e trufado. Sabor similar – notas torradas evocando grãos de café, chocolate amargo, trufa e biscoito wafer. No meio do gole veio um pouco de baunilha e leve amadeirado. Finalizou doce, mas equilibrada com o amargor médio. Álcool bem inserido. Corpo denso e aveludado, mas não licoroso. Carbonatação baixa e pouco marcante. Aftertaste doce e torrado – leve adstringência, que pouco persistiu.



Até um dia, Founders! See you soon...


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

MONDIAL DE LA BIÈRE – 10 motivos para não perder o festival

Ano passado o Rio de Janeiro recebeu pela primeira vez o festival internacional de cervejas especiais, Mondial de La Bière. 20 mil pessoas marcaram presença nos quatro dias de evento (realizado de 14 a 17 de novembro), que contou com 30 expositores e 650 rótulos de cervejas diferentes.

Em 2014 o festival aportará mais uma vez na cidade maravilhosa. O local escolhido para a realização do evento continua sendo o mesmo do ano passado, o Terreirão do Samba (Rua Benedito Hipólito, s/nº - Centro - Rio de Janeiro/RJ). As datas escolhidas foram os dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, sempre com realização das 14h às 23h. Vale lembrar que o dia da estreia (5ª feira) é feriado em muitos lugares do Brasil – Dia Nacional da Consciência Negra. Os valores das entradas variam de acordo com o dia escolhido e atualmente estão assim: 2º lote - R$42,00 (sexta-feira e domingo) | 3º lote - R$48,00 (quinta-feira) | 4º lote - R$55,00 (sábado).



Eu estive presente no Mondial do ano passado. Abaixo fiz uma lista dos dez motivos que me fizeram querer retornar esse ano. Eles também podem servir como exemplo para aqueles que ainda estão na dúvida se vão comparecer ou não.

1º PETIT PUB
Em parceria com a importadora Buena Beer, rótulos de marcas canadenses e norte-americanas vieram exclusivamente para o festival do ano passado. Dogfish Head, Sierra Nevada e Lagunitas, foram alguns exemplos de marcas americanas que fizeram a alegria dos presentes. Elas retornam esse ano, acompanhadas da Stone, Ommegang e Smuttynose. A lista completa dos rótulos destas e das cervejarias canadenses pode ser conferida no link:
http://www.mondialdelabiererio.com/canal/?atracoes/7947/petit-pub/#.VFkeh_kgg2A



2º KOMBIPA
A curitibana Bodebrown veio para o festival acompanhada da KombIPA. Disparado foi o estande mais frequentado do evento. Com filas para beber, comprar seus growlers cheios de cerveja e algumas aglomerações, todos queriam tirar fotos ao lado da Kombi mais famosa do Brasil com suas seis de torneiras de chopes.



3º LANÇAMENTOS NACIONAIS
O festival serve como uma boa plataforma para lançamento de novos rótulos junto ao mercado nacional. Foi no Mondial do ano passado que a Cervejaria Colorado lançou sua brown ale com casca de laranja, feita para homenagear a banda Titãs. A 2Cabeças aproveitou o evento para desvincular a antiga identificação visual da marca, que foi substituída por mais lúpulo. A Fraga apresentou seu novo rótulo no evento, com a cerveja Fraga Blonde



4º PREÇOS PRATICADOS
Todos os chopes da Bodebrown custaram 5 reais o copo. Mesmo preço praticado em alguns rótulos da Cervejaria Noi e Mistura Clássica. A importadora Bier & Wein fez algo interessante. Cobrava em alguns rótulos apenas a dose, para aqueles que só queriam provar um copinho de uma garrafa de 750 ml. Dogfish Head e Lagunitas custavam 18 reais as garrafas long neck, preços honestos para cervejas que não são disponibilizadas no país.

5º BATE-PAPOS COM CERVEJA
Ano passado participei do workshop do Tony Forder, responsável pelo jornal cervejeiro distribuído nos Estados Unidos, Ale Street News. Ele contou um pouco sua trajetória de quem acompanhou de perto o renascimento da cena cervejeira artesanal norte-americana. Degustamos algumas Imperial IPAs de olhos fechados enquanto ele tocava sua flauta e recitava poesia haiku. Infelizmente esse ano não ocorrerá os workshops. Mas os bate-papos cervejeiros serão mantidos e abertos ao público. A lista com os palestrantes será divulgada dentro em breve pelos organizadores do festival.



6º LOCALIZAÇÃO
Muitos reclamaram que o local escolhido não era dos melhores, por causa do calor que lá fazia. Mas um fator que não pode ser negado é sobre sua boa localização. O Terreirão do Samba fica perto da estação de metrô da Praça Onze. Existem opções de linhas de ônibus municipais e intermunicipais nas ruas próximas – o local fica ao lado da Avenida Presidente Vargas. Na porta do evento sempre ficam filas de táxis. O Sambódromo ainda funciona como estacionamento para aqueles que desejam ir de carro – mas se beber, não dirija!

7º NETWORK
No festival estarão presentes os principais nomes do meio cervejeiro brasileiro e até algumas figuras internacionais. Donos de cervejarias, mestre-cervejeiros, sommeliers de cervejas, representantes de grandes marcas, etc. Eles estarão acessíveis para conversar com o público, que pode tirar dúvidas e conhecer mais detalhes de seus produtos, e até surgirem futuros negócios ou parcerias. Foi no Mundial do ano passado que Marcelo Carneiro, Samuel Cavalcanti e Teo Musso tiveram a primeira conversa sobre a parceria na criação de uma cerveja colaborativa entre as cervejarias Colorado, Bodebrown e a italiana Baladin.

8º PONTOS DE HIDRATAÇÃO
Calor! Essa foi a palavra mais mencionada ano passado. Apesar do problema não ter sido satisfatoriamente aplacado, a água disponível gratuitamente ajudou não apenas no intuito de limpar o paladar entre as degustações, mas também para reidratar. Foi fundamental ter vários pontos de hidratação espalhados pelo evento.



9º ALIMENTAÇÃO
Não apenas reidratar, mas também é importante se alimentar durante as degustações. Para isso existem estandes de comida com as mais variadas opções. Das já confirmadas destaco várias: Adega do Pimenta, com sua típica e tradicional comida alemã, Hell’s Burger, considerado por muitos o melhor hambúrguer da cidade, A Queijaria, loja especializada em queijos artesanais de várias partes do Brasil, e Caverna, bar novo na cidade especializado em pratos e drinks autorais, tudo com uma pegada bem rock’n’ roll.



10º AMIZADE
Os eventos cervejeiros são ótimos para reencontrar velhos amigos e finalmente conhecer aquele amigo virtual, conhecido apenas das redes sociais. O evento atrai gente do Brasil todo e até de fora do país. Conheci muita gente no Mondial do ano passado, afinal de contas, nunca fiz amigos bebendo leite!

Além do que destaquei, vale lembrar também de outras atrações que marcam o festival. A presença de bandas locais animando o público e a realização do MBeer Contest Brazil, concurso que premia as cervejas que mais se destacaram dentre os expositores do evento. Já confirmados como jurados internacionais teremos a participação dos cervejeiros da St-Feuillien, Evil Twin, Antares e Lagunitas.

Maiores informações e dúvidas sobre o Mondial de La Bière podem ser tiradas diretamente no site do evento, no link: http://www.mondialdelabiererio.com/
Quem quiser adquirir os ingressos, abaixo estão os links dos pontos de venda e para compra direta no site: