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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

WOOD AGED SERIES – Bodebrown lança segunda cerveja da série especial‏

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BODEBROWN LANÇA SEGUNDA CERVEJA DA SÉRIE ESPECIAL ENVELHECIDA PARA GUARDA

A segunda cerveja da série Wood Aged da Bodebrown, que traz versões envelhecidas em madeira e com grande potencial de guarda, chega ao mercado em dezembro. Trata-se da Wee Heavy Wood Aged Series, uma edição comemorativa da primeira cerveja produzida pela fábrica curitibana. A pré-venda poderá ser realizada a partir desta segunda-feira (03/11) pelo site da fábrica (www.bodebrown.com.br). A Wee Heavy completa cinco anos de lançamento. Nesta edição limitada, ela passou seis meses em dornas de madeira nacional Amburana, da cachaçaria gaúcha Weber Haus. Serão apenas três mil garrafas, safradas e numeradas, criando um item de colecionador ideal como presente de Natal.

“Unimos a alma de uma cerveja tradicional da Escócia, com malte daquele país do tipo Peat, ao envelhecimento em madeira brasileira, utilizando uma dorna (espécie de barrica com capacidade para 750 litros) de cachaça”, explica o cervejeiro Samuel Cavalcanti, que fundou a empresa ao lado do irmão, Paulo. A Wee Heavy, além de ser a primeira cerveja da Bodebrown, foi pioneira do gênero no Brasil ao introduzir o estilo escocês. Esta cerveja já foi exportada para Canadá, França e Austrália, e ganhou diversos prêmios, incluindo duas medalhas de ouro no Mondial de La Bière no Canadá, em 2011 e 1012.



A Wee Heavy leva sete maltes em sua produção, com destaque ao peat-smoked, estilo turfado de malte. Ela ganha também uma levedura tradicional da Escócia, produzida na Califórnia. A cerveja de coloração rubi e fermentação lenta apresenta notas de cereja, frutas vermelhas, especiarias, tâmaras, ameixas e uvas passas. A levedura escocesa combinada com o aroma particular da madeira Amburana, utilizada anteriormente pela cachaça Weber Haus, cria um sabor único. “Esta produção envelhecida renova a experiência sensorial da cerveja com uma viagem por sabores dos dois países”, resume Cavalcanti.

Ao passar pelo processo de envelhecimento nas dornas de Amburana, de 750 ml, a nova versão da cerveja ganha grande potencial para ser guardada e degustada anos depois. “Terá facilmente uma validade de mais de 10 anos, sendo seu consumo ideal a partir de 2018”, informa Cavalcanti. “Por causa do envelhecimento, ela ganha novas propriedades, que modificam o sabor ao longo dos anos, enriquecendo o paladar”.

Este potencial de guarda, característica bem conhecida no mundo dos vinhos, é inovador e amplia a capacidade sensorial da cerveja. A edição especial, safrada e com garrafas numeradas, marca a exclusividade da Wee Heavy Wood Aged Series. Ela poderá ser comprada nas condições de Colecionador e Taça Thistle, tradicional taça escocesa. “Esse mercado de colecionadores de cerveja que vêm surgindo revela o potencial das artesanais”, afirma Cavalcanti.

SÉRIE ENVELHECIDA

A primeira cerveja da série envelhecida em madeira da Bodebrown foi a Double Perigosa Wood Age Series Cabernet Sauvignon 2014. Lançada no mês passado, vendeu toda sua produção de três mil garrafas em poucas semanas. Em sua fase final de elaboração, passou por quatro meses de fermentação e nove em barricas de carvalho francês, utilizadas anteriormente por vinhos da Serra Gaúcha. As cervejas desta série foram criadas pensando num consumo “sem pressa”, como conclui Cavalcanti. “São bebidas que podem ser apreciadas daqui a cinco, dez anos, bastando serem armazenadas em adega, a 12 graus centígrados”, explica. “O ideal é comprar três: uma para se beber este ano, outra em 2019 e a terceira lá em 2024. São cervejas complexas e estruturadas, que vão ganhando sabor com o tempo”.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

THEREZÓPOLIS JADE – IPA custo-benefício

A Cervejaria Sankt Gallen lançou meses atrás a cerveja Therezópolis Jade. A cervejaria investiu num estilo que está em voga, o cada vez mais popular India pale ale. A receita criada pelo mestre-cervejeiro Gabriel Di Martino está honesta e fiel ao estilo. Ele optou por criar uma IPA de amargor proeminente (ela tem 50 IBU), mas também refrescante, a fim de combinar com o clima brasileiro. A escolha foi criar uma American IPA, já que uma das características desse sub-estilo é o uso de lúpulos da variedade norte-americana que contribuem em trazem aromas e sabores de frutas (cítricas e tropicais). Os lúpulos usados foram três: Magnum (alemão), Columbus e Cascade (americanos) – o último foi utilizado no processo de dry hopping. Outros pontos que tornam a Therezópolis Jade atraente ao consumidor é o seu alto custo-benefício e a facilidade em encontra-la nas grandes redes de supermercados. A que eu comprei no Pão de Açúcar – loja do Ingá, Niterói/RJ – custou R$ 8,69 e com vencimento para 11/09/2015. Não era preço promocional para queimar estoque de produto encalhado. A cerveja estava bem fresca e com menos de 30 dias de rotulagem. Vale lembrar que seu outro atrativo é a garrafa possuir o tamanho de 600 ml.



As dicas de harmonização da Therezópolis Jade são carnes assadas, hambúrguer, comida mexicana, comida indiana, queijo roquefort, gorgonzola e gouda. Vai muito bem acompanhada ou sozinha. E uma boa opção para ser consumida em maior quantidade, pois é uma cerveja de boa drinkability.

Therezópolis Jade - American IPA - 6,5% ABV
Cor dourada a âmbar e limpa. Carbonatação aparente e vasta. Espuma de cor branca com criação média-alta e estável, que marcou os lados com rendas. Aroma frutado de intensidade média. Notas frescas de frutas (cítricas, tropicais e de casca amarela). Um pouco de malte sentido no final e um sutil toque de abóbora. Sabor de início frutado, seguido de amargor moderado e terminando herbáceo. Corpo médio. Carbonatação frisante. Aftertaste seco e com amargor de baixa persistência.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

COMO ORGANIZAR UM EVENTO DE HARMONIZAÇÃO DE CERVEJAS – Por Bia Amorim

Divulgação:

Este curso foi criado com a intenção de auxiliar os profissionais que trabalham no setor de cervejas especiais com foco no atendimento ao cliente e divulgação da marca. Saber organizar um pequeno evento de harmonização é acertar em todos os pontos de divulgação da marca e experiência do cliente. Neste curso o propósito não é ensinar o profissional a degustar cervejas, mas sim a montar um evento de degustação pensando em sua organização.

15 de Novembro – 10h às 17h – AULAS: TEORIA E PRÁTICA

Na aula de harmonização prática, contamos com a presença do Ogrostronomia com um cardápio especial criado para o evento.

Carga Horária: 6 horas total
Valor do Investimento: R$ 390,00
Local: Cerveja Social Clube – Rua Barão de Mesquita, 141, Loja C – Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
Para fazer a inscrição:

Dúvidas e/ou mais informações: biasamorim@gmail.com ou contato@cervejasocialclube.com.br



PROGRAMAÇÃO DO CURSO:
CONCEITO
CULTURA GERAL DE CERVEJAS
TEMÁTICAS
PÚBLICO ALVO
CARTA DE CERVEJAS
CARDÁPIO COMIDAS
PLANEJAMENTO
PALESTRA
STAFF
APOIO
FINANCEIRO
UTENSÍLIOS
CONVITE
DIVULGAÇÃO
DEGUSTAÇÃO

PANORAMA DO MERCADO
A cerveja como negócio é um fato que não deve ser negligenciado, e quem está preparado tem mais chance de fazer parte desta história, pois no setor de alimentos e bebidas, o profissional de cervejas nunca foi tão requisitado e valorizado. Hoje saber apresentar seu produto ao cliente é ganhar mais uma chance de encanta-lo e criar uma experiência com a marca. Com um crescimento muito grande nos últimos anos, ainda há muito que se conquistar neste mercado de cervejas especiais, o consumidor ainda não conhece este produto, diferente das cervejas que consome no boteco.

INCLUSO NO CURSO
Material Didático
Degustação de Cervejas

*É recomendável que o candidato tenha conhecimentos básicos de cerveja e gastronomia. 
**Este curso destina-se a pessoas interessadas em aperfeiçoar seus conhecimentos sobre cervejas e cultura, a profissionais que atuam na área de alimentos e bebidas, a estudantes ou egressos de cursos na área da gastronomia e hotelaria.
***Idade mínima: 18 anos
****Escolaridade mínima: ensino fundamental completo



PROFESSORA: BIA AMORIM
Formação: Hotelaria (Senac Águas de São Pedro SP 2002), Pós Graduação: Gestão de Negócios em Serviços de Alimentação (Senac SP 2005), Sommelière de Cervejas (Senac/Doemens SP/2010).
Começou a carreira no setor de cervejas em 2010 como Gerente de Marketing da Cervejaria Colorado.
Trabalho atual: Educadora na empresa Por Obséquio (consultoria em gastronomia), Palestrante, Professora convidada no curso Science of Beer, Organizadora de Eventos Gastronômicos, Guia etílica nos projetos Tour Cervejeiro e Rota da Cerveja (ambos em Ribeirão Preto), Social Midia de boteco para Casimiros e Amstad (Ribeirão Preto). 
Escreve resenhas de cervejas para o clube de cervejas Clubeer, textos para o Mixology News e alguns artigos para o site Papo de Homem, parceria com a loja on line de cervejas Yes Beer.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CERVEJA ALÉM CERVEJA – Beer Cap Choppers

As tampinhas das cervejas degustadas pelos apaixonados por cervejas artesanais não costumam ser relegadas a esmo ou jogadas fora. Eles geralmente as detêm para fins de colecionismo. Sejam segregadas em potes e decorando ambientes, sejam acondicionadas em quadros envidraçados e emoldurando paredes, elas servem às mais variadas propostas de decoração. Funcionam como uma recordação daquela cerveja dantes apreciada e até um troféu simbólico, nostálgico, para aquele rótulo raro e difícil de adquirir, degustado num momento especial. E tem os casos em que as simples tampinhas vão além e se transformam, nas mãos da pessoa certa, em verdadeiras obras de arte.



Nathan Custer, americano natural de Charleston, Virgínia Ocidental, transforma tampinhas de cerveja em artesanato – em especial as tampinhas das cervejas artesanais. Ele constrói miniaturas de motocicletas do estilo “chopper”. São feitas à mão usando unicamente como material as próprias tampinhas recicladas. Alguns rótulos das cervejarias americanas Russian River, Stone, Sierra Nevada, Founders, Great Divide, dentre outras, já viraram obras de arte nas mãos do Nathan.

Suas criações podem ser vistas na sua conta do Instagram @beercapchoppers Maiores dúvidas podem ser enviadas por e-mail wvbeercaps@gmail.com e quem estiver interessado em comprar alguma miniatura – a venda é restrita aos Estados Unidos – pode adquirir pela internet. E caso queira a miniatura de um rótulo em específico, o Nathan também aceita encomendas. O acesso é pelo site de vendas Etsy, através do link:




terça-feira, 14 de outubro de 2014

CURSO DE SOMMELIER DE CERVEJA DO INSTITUTO DA CERVEJA BRASIL – Agora é a vez do Rio!

Ano passado me dediquei durante cinco meses na conclusão do curso de Sommelier de Cervejas do Instituto da Cerveja Brasil (ICB). As aulas eram realizadas sempre aos sábados na Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP), geralmente das 9 às 18 horas e em finais de semana alternados. Foi uma atividade bem cansativa por causa da distância e um pouco dispendiosa – curso de sommelier, seja de qualquer entidade, não é um dos mais baratos do mercado. As despesas aumentam para aqueles que moram em municípios distantes ou em outro estado – moro em Niterói/RJ. Inclua aí, portanto gastos com transporte, alimentação e algumas vezes até hospedagem. Porém foi uma atividade muito gratificante de ser concluída e um verdadeiro divisor de águas: antes e depois do curso.



Na época já existiam outras opções próximas de minha localidade – hoje o Rio de Janeiro conta com variedade de cursos promovidos por excelentes profissionais do meio – mas ainda assim optei em fazer o da ABS em São Paulo. Primeiro por causa da chancela da entidade, é indiscutível sua credibilidade na formação de profissionais do vinho, e segundo pelos profissionais do ICB envolvidos na execução do curso. Meus professores foram a Kathia Zanatta e o Alfredo Ferreira, mestre-cervejeiros, juízes internacionais e profissionais experientes que há anos vêm trabalhando nos principais grupos da área e cervejarias do Brasil e do mundo. O trabalho deles e do Estácio Rodrigues – outro profissional há anos no mercado – na disseminação da cultura cervejeira aqui no país é amplamente divulgado e plenamente reconhecido. A indicação de amigos que lá se formaram também contribuiu na minha decisão.

8ª Turma de Sommelier de Cervejas
Foto: Alfredo Ferreira


O meu intuito com este curso e com todos os demais que fiz até hoje relacionados a cerveja sempre foi o de adquirir e extrair o máximo de conhecimento possível que pudessem me oferecer. Essa bagagem servirá como uma preparação caso trabalhe com cerveja num futuro próximo. Por motivos pessoais isto ainda não ocorreu, mas caso nunca ocorra, todo o conhecimento adquirido já serviu para o crescimento pessoal e para alimentar meus hobbies cervejeiros, como o de escrever um blog, por exemplo.

3ª Turma de Mestre em Estilos
Foto: Alfredo Ferreira


Já aquela pessoa que tem uma ambição mais imediata e deseja trabalhar logo no meio, o curso serve como uma boa base para iniciar na profissão de sommelier. É válido lembrar que o curso é um início para uma diretriz e a busca pessoal por mais conhecimento é extremamente necessária. O próprio ICB dá ajuda nesse sentido. Atualmente com sede localizada no bairro de Moema – eles ainda promovem cursos na ABS também – o ICB é uma escola cervejeira de especialização e realização dos mais variados cursos, workshops e palestras relacionadas ao tema cerveja. Especialização em Mestre em Estilos – que eu também concluí, curso Avançado de Tecnologia Cervejeira, Análise sensorial e Off Flavors, Serviço de Cervejas, dentre outros. São os responsáveis pelo primeiro Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas, realizado em março desse ano – onde também participei, ficando na 19ª colocação dentre cem inscritos.

Alguns dos participantes do 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas
foto: Alfredo Ferreira


Após passar pelas principais cidades do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os estados contemplados), finalmente o curso do ICB veio aportar no Rio de Janeiro. A coordenação regional ficou com o Gustavo Renha, sommelier de cerveja de formação e profissão, que realiza o trabalho de consultorias e treinamentos para bares e restaurantes. Ele vem há anos tentando trazer para o Rio o curso em que se formou. E finalmente conseguiu. Toda e qualquer dúvida ou orientação relacionada ao curso, bem como sua inscrição, podem ser feitas com ele através do e-mail gustavo.renha@institutodacerveja.com.br

Abaixo seguem algumas informações a respeito do curso:

Investimento: R$ 2.800,00 (parceláveis em até 5 vezes) *associados da ACervA Carioca têm 5% de desconto.
Duração/Datas: 3 meses
06, 07, 13 e 14 de Dezembro/2014;
10, 11, 24 e 25 de Janeiro/2015;
7 e 8 de Fevereiro/2015
Horário: Sábados e Domingos das 08 às 17 horas
Local: Pub Escondido, CA - Rua Aires de Saldanha, 98 – Copacabana – Rio de Janeiro, RJ
Público-alvo: entusiastas, cervejeiros caseiros, profissionais de bares, restaurantes, importadoras e outros estabelecimentos relacionados, empreendedores da esfera gastronômica.
Professores: Kathia Zanatta, Alfredo Ferreira, Estácio Rodrigues



A informação completa a respeita do curso que vai ser realizado no Rio de Janeiro pode ser verificada no site do Instituto da Cerveja Brasil, pelo link:
http://institutodacerveja.com.br/cursos/detalhes/sommelier-de-cervejas-rio-de-janeiro-curso#.VD1Fc_n4c2A

terça-feira, 7 de outubro de 2014

CERVEJARIA BUZZI – Sustentabilidade na terra de Dercy

Localizado na região serrana do estado do Rio de Janeiro, o município de Santa Maria Madalena é conhecido por ter um dos melhores climas do Brasil e ser a cidade onde nasceu Dercy Gonçalves. A falecida humorista é a todo instante lembrada na região, seja na homenagem da estátua em Praça Pública, no museu que aborda sua carreira e infância na região ou no Mausoléu na entrada do Cemitério Municipal.



A Cervejaria Buzzi seguiu os passos da Dercy e trouxe o município de Madalena à tona, com a primeira microcervejaria da região Centro-Norte Fluminense. Ela começou igual a outras artesanais, de forma caseira produzindo 20 litros. Hoje é uma autêntica cervejaria com tanques de fermentação, panelas de brassagem em inox e quatro funcionários contratados. A ideia é contratarem mais, pois a produção aumentou de quatro para sete mil litros mensais – a capacidade total que a cervejaria suporta são 20 mil litros por mês. As cervejas não levam conservantes, não sofrem pasteurização e são refermentadas na garrafa. Todas são engarrafadas e ainda não são envasadas em barris. Meses atrás veio a conquista do tão almejado registro da cervejaria junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Um dos diferenciais da cervejaria – localizada num galpão da Fazenda Minas Gerais – é a produção baseada nos princípios da sustentabilidade. A madeira de eucalipto que alimenta o fogo das caldeiras e o melado utilizado em uma das cervejas, oriundo da plantação de cana-de-açúcar, vêm da própria fazenda – além da madeira e cana-de-açúcar, também comercializam flores. A água pura e cristalina utilizada pela cervejaria é trazida da nascente da montanha. E o bagaço resultante das produções serve de ração para as galinhas da fazenda.

Giovani Buzzi, um dos sócios da cervejaria, e a cerveja Rumbier


Fui recebido na cervejaria por um dos sócios, o Giovani Buzzi – os demais são: Ana Paula Estellet Buzzi, Marcos Vinícius Bueno e Abílio Gonzaga. Ele me contou a história da marca e apresentou seus rótulos: dois estilos de baixa fermentação (pilsen não filtrada e bock) e seis de alta (blond, weiss, red ale, stout, strong ale e uma IPA em fase de testes). São realizadas até três brassagens por dia, onde cada panela tem capacidade de 250 litros. Os rótulos são colados manualmente um a um nas garrafas. O envase também é manual e uma a uma cada garrafa recebe sua tampinha – para produção em pequena escala não é exigido envase mecanizado.

A mais vendida de todas é a Buzzi Weiss. Já o rótulo que mais gostei de provar foi a Buzzi Rumbier, receita sem um estilo definido, mas que a maioria quando a prova diz se assemelhar a uma strong ale inglesa. Ela recebe adição de melado de cana (daí vem o uso do “rum” no nome, tal qual a bebida caribenha que é feita com melaço) e é refermentada com leveduras de champanhe. O resultado é uma cerveja alcoólica (9% ABV), com dulçor evidente, porém bastante seca.

Buzzi Rumbier - english strong ale/specialty beer - 9% ABV
Cobre avermelhada e opaca. Espuma quase branca, média-alta formação e estável. Aroma doce (melado, caramelo e frutas cristalizadas/secas), de fermento, fim com lúpulo sutil e álcool imperceptível. Sabor doce, seguido de amargor e adstringência com média intensidade. O gole seguiu doce (melado, caramelo e frutas) e o fim foi alcoólico (sensação aquecedora). Corpo médio e carbonatação frisante. Aftertaste bem seco.


Na 4ª edição do Rio Gastronomia, realizado no mês de agosto, a cervejaria esteve presente no evento realizado no Jockey Club, na Gávea. Participando da feira de produtos do interior do estado, seu estande foi um dos mais concorridos, com quase duas mil garrafas de cervejas vendidas. E ainda para este ano estão fechando uma participação no Mondial de La Bière Rio, que será realizado de 20 a 23 de novembro.

Quem estiver interessado em adquirir as cervejas, podem ser encontradas para venda em vários pontos de Madalena e de Nova Friburgo, atualmente os principais mercados da cervejaria. Os municípios de Rio das Ostras e Macaé – a Buzzi participa ativamente apoiando a ACervA Macaé – já recebem as cervejas e dentro em breve ela também estará em Niterói. No Rio de Janeiro já está sendo vendida na CADEG (Mercado Municipal do Rio de Janeiro), mas demais pontos também a receberão. A ideia é expandirem cada vez mais e mais.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

AS GRANDES NAÇÕES CERVEJEIRAS – Curso em 5 dias na Casa do Saber Rio O Globo

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AS GRANDES NAÇÕES CERVEJEIRAS
Origens, características e importância cultural das cervejas

Onde e como nasceram as cervejas que conhecemos hoje? A bebida alcoólica mais consumida pela humanidade tem uma trajetória que se confunde com a própria história da civilização. Para compreender a cerveja também como produto cultural, e não apenas alimentício, esse curso apresentará os principais estilos de cervejas agrupados pelas escolas cervejeiras que os conceberam. E explorará diferenças sensoriais por meio de degustações e harmonizações com cervejas artesanais brasileiras e importadas, contextualizando o momento e as condições em que foram criadas.

O último encontro será uma visita guiada à fábrica da Bohemia, em Petrópolis (RJ), onde fica o Museu da Bohemia, o maior centro de experiência cervejeira do país. Inclui transporte (saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO), palestra e almoço harmonizado. O passeio será realizado no sábado (01/11).



INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
DATA E INÍCIO: 07 Outubro - Terça-feira
HORÁRIO: 20h
DURAÇÃO: 5 encontros (07/10, 14/10, 21/10, 28/10, 01/11)
VALOR: R$ 400,00 (R$ 200,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 200,00)
LOCAL: Av. Epitácio Pessoa, 1164 - Lagoa - Rio de Janeiro - RJ

As inscrições podem ser feitas através do telefone 2227-2237 (segunda a sexta-feira, das 11 às 20 horas) ou online pelo link: http://rj.casadosaber.com.br/cursos/as-grandes-nacoes-cervejeiras/mais-informacoes

MINISTRADO POR
JOSÉ RAIMUNDO PADILHA: Publicitário formado pela PUC-Rio, consolidou sua formação em cerveja como Sommelier de Cervejas pela Doemens Akademie (Alemanha). Especializou-se em introduzir o público iniciante no universo das cervejas especiais. Criador da Delirium Akademie, dedicada ao estudo das cervejas. Colunista independente, autor do site Sommelier de Cervejas.



AULAS
07 OUT | 1. ESCOLA ALEMÃ: RIGOR TÉCNICO E AMOR PELA CERVEJA
14 OUT | 2. ESCOLA BELGA: PRAZERES E SABORES INTENSOS
21 OUT | 3. ESCOLA INGLESA: ESCURAS, AMARGAS E DELICIOSAS
28 OUT | 4. ESTADOS UNIDOS E BRASIL: O NOVO MUNDO E O RENASCIMENTO DA CERVEJA ARTESANAL
01 NOV | 5. VISITA GUIADA À FÁBRICA DA BOHEMIA (O PASSEIO OCORRERÁ NO SÁBADO)