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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

MORADA/STILLWATER FARMHOUSE ALE - "protótipo 1"

No último final de semana os cervejeiros da Morada Cia Etílica e Stillwater Artisanal Ales, estiveram no Rio de Janeiro para apresentar uma cerveja colaborativa feita entre eles. A Fernanda Lazzari e o André Junqueira, casal cervejeiro da Morada, e o Brian Strumke, da Stillwater, produziram uma saison/farmhouse ale que foi maturada em barril de amburana.



A cerveja apresentada é ainda um protótipo. Alguns barris de madeira amburana estão maturando com variadas versões da cerveja, onde cada barril usa algum ingrediente diferente. A ideia é experimentarem a evolução de cada uma e escolher a que melhor se encaixe no produto final que almejam ou até mesmo realizarem uma blendagem (mistura) entre diferentes barris. A cerveja ainda não possui rótulo nem nome definidos. A apresentada no Rio foi a que recebeu adição de melado, levedura brettanomyces e maturou por cinco meses no barril.

O Botto Bar e o Pub Escondido, CA foram os estabelecimentos escolhidos para servir esse protótipo. Eu a provei sábado no Botto – que foi o dia do aniversário do André Junqueira, diga-se. A cerveja apresentou cor cobre, turbidez e espuma branca. Aroma moderado de madeira, azedo e frutas (maçã, lembrando uma sidra). Sabor com a amburana marcante, doce lembrando baunilha, notas de fruta, acidez e “funky” bem moderadas. Um pouco adstringente. Bem seca, ácida e refrescante.

Morada-Stillwater "Farmhouse Ale" - saison/farmhouse ale (wood and barrel aged sour beer) 


Os criadores da receita informaram que gostariam de corrigir a adstringência que ela apresentou, muito provavelmente por causa do barril ser novo. Também querem diminuir a sensação seca, que em minha opinião estava o ideal. As notas que eu remeti a sidra também foram sentidas por eles. Aliás, um dos outros protótipos que está maturando é uma versão com adição de purê de maçã, que eles estão ansiosos para provar.

Além da Farmhouse Ale (nome provisório), demais chopes da Morada também foram plugados nos estabelecimentos, como a Hop Arabica (american blond ale com adição de café arábico) a Gasoline Soul (scotch ale com lascas de barril de Jack Daniels) e a Double Vienna (american amber lager com altas doses de lúpulo). Quem quiser provar os chopes, os endereços dos bares são:

BOTTO BAR: Rua Barão de Iguatemi, 205 - Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
PUB ESCONDIDO, CA: Rua Aires Saldanha, 98, loja A - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ



terça-feira, 19 de agosto de 2014

ANCHOR BREKLE'S BROWN - A minha brown ale!

Quando perguntam qual meu estilo favorito de cerveja, respondo que gosto de todos, se bem feitos. Curioso em provar sempre novos rótulos, eu acredito que toda cerveja deva ser degustada e respeitada se feita dentro da proposta e/ou estilo buscados.

Já quando perguntam o oposto, se possuo um estilo que não aprecie, a resposta já está mais ao alcance. Confesso ter um estilo em particular que não me agrade tanto, embora o beba. Nunca fui muito fã de brown ale, seja da variedade inglesa ou americana (não incluo aqui a brown ale de Flanders). Não que odeie, apenas não apetece. Entretanto sigo degustando sempre que surgem novidades no mercado.



Foi então que recentemente provei uma muito agradável, a Brekle’s Brown. Ela é uma american brown ale criada em dezembro de 2010 pela Anchor Brewing Co. – cervejaria americana mais antiga registrada e uma das responsáveis pelo recente renascimento das cervejas artesanais nos Estados Unidos. Além dos maltes torrados, ela recebe na receita apenas um tipo de lúpulo, da variedade americana Citra (sim, ela é uma cerveja single hop), usado também para o dry hopping.

O nome da cerveja é uma homenagem ao mestre-cervejeiro Gottlieb Brekle, pioneiro alemão que em 1871 fundou a microcervejaria artesanal em São Francisco/California, rebatizada vinte e cinco anos depois de Anchor. Uma celebração aos mais de 140 anos de tradição cervejeira, o legado deixado resultou numa cerveja de cor marrom, translúcida e rubi contra a luz. Espuma bege de baixa criação e estabilidade, que sujou os lados. Aroma de malte e lúpulo equilibrados. Frutado (cítrico, melão) e floral em primeiro plano, em harmonia com o doce (caramelado, waffer, nozes) e grãos. Sabor maltado seguido de frutado e herbal. Amargor moderado. O tostado e o dulçor (notas carameladas, de biscoito waffer e chocolate) vieram no meio do gole. Aftertaste doce, pouco amargo e limpo/satisfatório. Corpo médio-baixo e carbonatação média. Baixa complexidade, mas equilibrada e de drinkability alta.

Anchor Brekle's Brown - american brown ale - 6% ABV


Abra você também sua mente e dê uma nova oportunidade a determinado rótulo que numa primeira prova não foi benquisto. O momento emocional pode influenciar de forma positiva ou negativa a sua opinião. Se continuar não gostando, prove outras marcas do estilo proposto, de diferenciadas cervejarias. Cito como exemplo uma amiga que diz não gostar de cervejas de trigo, mas adora a Colorado Appia (uma hefeweizen* com adição de mel na receita). Às vezes o culpado não é o estilo, mas você que não encontrou aquele rótulo feito especialmente para o seu paladar e gosto pessoal. Fica a dica.

*ERRATA:
Segundo Alexandre Marcussi, do blog O Cru e o Maltado, a Colorado Appia é uma american wheat beer com adição de mel ou uma specialty honey beer


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O PETROLEUM É NOSSO! - As recompensas estão quase prontas

Copiado do e-mail enviado aos colaboradores do projeto O Petroleum é nosso!

Comunicado oficial documentário “O Petroleum é nosso: a ebulção da cerveja artesanal no Brasil”:

A produção do documentário “O Petroleum é nosso” gostaria de compartilhar com os financiadores do filme o estágio atual dos trabalhos.

Após longo e exaustivo trabalho de transcrição (que ainda não foi finalizado), o Diretor do documentário e o Roteirista conseguiram desenhar a espinha dorsal do filme, o roteiro. Para ligar alguns assuntos ou até mesmo explorá-los melhor, foram necessárias novas gravações de depoimentos. Alguns destes depoentes eram de fora da cidade e até de fora do país. Para nossa sorte, alguns deles estiveram em Curitiba para eventos diversos, como a Copa do Mundo e o DUM Day IV. Além disso, para alcançar o objetivo maior, o de contar a “ebulição” das cervejas artesanais no Brasil, personagens locais também ganharam destaques. Entre eles, pessoas com a agenda lotada de tarefas e afazeres. Com isso, seguramos o trabalho de edição para esperar essas novas entrevistas e agora percebemos que o tempo que resta é muito curto para finalização de todo o filme com a qualidade que almejamos.



Vale a pena salientar que edição e finalização são coisas diferentes, e uma vem em consequência do outra. A edição é a montagem do material de forma bruta, sem tratamento, para que tenhamos o 1ª. corte que será visto e revisto pelo Diretor e Roteirista para que se “lapide” o filme até um 2ª. e definitivo corte. Esse material então seguirá para a finalização. A finalização compreende algumas etapas minuciosas, algumas feitas quadro a quadro, como: mixagem de som (que coloca todos os áudios no mesmo volume e equalização), correção de cor (garante a unidade de cor de todo o filme), trilha sonora, animação, cartelas crédito e rotativo, formatação de arquivos e legendagem.

Alguns números do trabalho realizado até agora:
- 140 páginas de transcrição e contando.
- Mais de 1000 arquivos de vídeo
- Mais de 48 horas de imagens
- Já foram identificados 48 personagens para o filme
- Filmagens recentes no padrão DSLR
- Imagens de arquivo nos mais diversos formatos: vhs, hi8, celular até full hd.
- Registros desde 2007 até hoje
- Recentemente entrevistamos Pete Slosberg, Rafael e Micael da Coruja, Marcelo Carneiro, José Felipe da Wals, Marco Zimmermann, Paulo Patrus da Incofidentes, dentre outros.
- Ainda temos uma pessoa para gravar e aí encerram-se as gravações.



Desta forma, diante da nossa avaliação, teremos o filme pronto antes do fim de 2014.

Quanto as recompensas, as garrafas de Petroleum de 600 ml já estão prontas, Estamos terminando de desenvolver a arte da garrafa e bem como as camisetas. Até o fim do mês de agosto estarão prontas e no começo de setembro o envio iniciará.

Enviaremos novamente um formulário para a escolha do tamanho das camisetas a todos os apoiadores que adquiriram este brinde, dessa vez com as medidas das camisetas, assim fica mais fácil de acertar o tamanho.

Certos da compreensão de todos!

A Produção


Veja o projeto: Petroleum é nosso!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MISTURA CLÁSSICA BURN BABY BURN

Ontem foi o lançamento do novo rótulo da Cervejaria Mistura Clássica, a cerveja Burn Baby Burn. O evento foi realizado no restaurante Dom Barcelos Galeteria & Grill, localizado próximo à estação de metrô Praça Onze, na cidade do Rio de Janeiro. Idealizada pelos cervejeiros caseiros Eduarda Dardeau e Ricardo Rosa, a receita é a mais recente criação que o casal fez para a cervejaria – as outras foram a Euforia Saison e as cervejas do kit Mistura Brasil. A ideia é continuarem a parceria mesmo com o futuro afastamento dos dois, que ficarão até o final do ano a trabalho nos Estados Unidos. A execução da receita ficou por conta de Serverino Batista (Bill), mestre-cervejeiro que já trabalha há vários anos na Mistura Clássica. Produzida como edição limitada em garrafas de 500 ml, a cerveja está disponível para venda desde ontem e já pode ser adquirida junto a cervejaria.

foto: Monique Marins


A Burn Baby Burn é uma cerveja do estilo smoked porter. A ideia dos cervejeiros foi fazer uma cerveja com as características típicas de uma brown porter e de uma rauchbier. O resultado foi uma cerveja de cor marrom escura e reflexos rubis, espuma de cor bege, aroma doce (caramelo e chocolate) e levemente tostado. Sabor similar, sem adstringência e final defumado puxado para o esfumaçado (e não de carne de porco). Amargor médio, corpo médio-baixo e carbonatação moderada. Aftertaste amargo, mas sem persistir. Boa drinkability e dulçor um pouco mais presente que o defumado, mas com resultado equilibrado e satisfatório. Vale citar que a análise sensorial foi da cerveja servida em chope e não em garrafa.

foto: Monique Marins
Mistura Clássica Burn Baby Burn - smoked porter - 5,2% ABV


As dicas de harmonização indicadas pela cervejaria são joelho de porco, pizza de “pepperoni” e presunto de Parma. Ela também combinou muito bem com os petiscos que foram servidos ontem pelo restaurante, como costelinha com barbecue, linguiça frita, provolone à milanesa e croquete com mostarda escura.

Aqui deixo o meu agradecimento especial à Meriely Peixoto pela organização do evento, que foi muito bem feito, e pelo convite. Um brinde!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BEER FOOT LOVERS

Atualmente é comum, e quase ritualístico, tirar fotos de bebidas e alimentos consumidos e compartilhá-los com amigos através de postagens nas redes sociais. Quase todo mundo faz isso. Eu, por exemplo, tiro fotos das cervejas que consumo, para registrar e catalogar o que bebi.

No início do ano tive uma ideia diferente. Pedi a algumas amigas que tirassem fotos suas bebendo cervejas. Até aí nada de anormal, mas propus que as cervejas fossem acompanhadas dos seus pés nas fotos. Poderia ser qualquer marca de cerveja, qualquer ângulo, posição e ambiente. A única obrigação seria que aparecessem seu pé e a cerveja. Foi assim que nasceu o Beer Foot Lovers, uma página voltada aos apreciadores de cervejas e pés femininos.

Aos cervejófilos. Aos podólatras. Aos fetichistas.
Amor + Água + Malte + Lúpulo + Levedura + Pé = Beer Foot Lovers 

A ideia não é partir para o fetichismo pesado. Mas mostrar a delicadeza e a feminilidade que os pés possuem, através das suas curvas, arcos e dedos de unhas pintadas. Infelizmente são poucos os que assumem a paixão por pés, muito embora em pesquisas estima-se que seja o fetiche mais popular que exista.

Assim como os pés, a cerveja pode se tornar um fetiche como mercadoria. A procura por rótulos raros, não mais produzidos, uma marca exclusiva de determinada região, que não é importada para o seu país, cervejas de produção limitada, e até a compra de um rótulo mais especial e único por um preço abusivo, são alguns exemplos de adoração a que os apaixonados por cervejas se submetem.

Os pés femininos não possuem similaridade direta com as cervejas. Mas da mesma forma que existe uma infinidade de estilos de cerveja, existem também variados pés. Cores e tons de pele, tamanhos, texturas, cheiros e adornos, como sapatos, sandálias, chinelos, anéis nos dedos, correntinhas presas nos tornozelos, tatuagens e as mais variadas cores de esmaltes. Esse conjunto acaba tornando os pés femininos diferentes entre si graças as suas particularidades.

Abaixo podem ser conferidas algumas fotos da primeira contribuição que o Beer Foot Lovers recebeu. As fotos foram tiradas pela amiga Aline Santiago. Os detalhes ficam por conta do esmalte azul claro na mesma cor do rótulo da Punk IPA e para o cãozinho da raça pinscher de nome Malte. A foto também serviu como uma homenagem ao falecido mascote da cervejaria BrewDog, o labrador Bracken, que a acompanhou desde sua criação e serviu de inspiração para o nome da marca.

Foto: Aline Santiago

Foto: Aline Santiago

Foto: Aline Santiago

Foto: Aline Santiago


Quem quiser ver mais fotos de pés e cervejas, basta seguir a página do Instagram e curtir no Facebook, conforme os links:

Meses atrás o Gustavo Renha, sommelier de cervejas que comanda um programa na Rádio Cidade 102,9 FM, comentou sobre o BFL de uma forma bem humorada. O programa Rock n’ Beer é transmitido de 2ª a 6ª feira, a partir das 21h. Com duração de até 2 minutos são chamadas diárias que tratam do amplo universo cervejeiro. Para ouvir o programa basta clicar abaixo:

https://soundcloud.com/gillebre/boletim-rock-and-beer-sexta-02

E as garotas que quiserem contribuir com seus pés e cervejas podem enviar fotos – quem preferir ficar no anonimato será respeitada – e entrar em contato por e-mail para gillebre@hotmail.com ou enviar mensagem pela página do Facebook.

Vida longa ao Beer Foot Lovers!