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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

ANCHOR OUR SPECIAL ALE – Há quarenta rótulos desejando boas festas

Das cervejas que eu já bebi elaboradas especialmente para o Natal, a produzida pela Anchor Brewing é uma das que mais se destacam. Primeiro porque a cervejaria foi uma das responsáveis pelo renascimento da cena cervejeira artesanal norte-americana na década de 80 e segundo porque muitos de seus rótulos servem como referência ou foram precursores dos mais variados estilos. Como é o caso da Our Special Ale, a cerveja de inverno  e possivelmente a sazonal mais longeva  mais antiga que existe.

Primeiro rótulo da Anchor Our Special Ale


Também chamada de Christmas Ale, a cerveja é produzida sazonalmente desde o ano de 1975 para celebrar as festividades de fim de ano. Sua disponibilidade é entre o início de novembro até meados de janeiro. Todo ano sua receita secreta é alterada e um blend diferente de especiarias é adicionado. O seu visual também é modificado ano a ano. O rótulo feito à mão pelo designer gráfico James Stitt sempre recebe o desenho de uma nova espécie de árvore – simbolizando a celebração da vida – e as cores vermelha e verde são sempre mantidas, além do fundo em tom bege. No site disponibilizam a relação de todos os quarenta rótulos criados pelo desenhista, de 1975 até 2014.

Parte da Our Special Ale que não é vendida, é destilada duas vezes pela Anchor Distilling Company. O resultado é a Christmas Spirit, um whisky branco com 45% ABV. De produção extremamente limitada, sua venda é exclusiva ao estado da Califórnia.

Esse ano eu bebi a versão de 2012, cujo rótulo estampa o pinheiro-de-Norfolk, Araucaria heterophylla. Essa edição ainda está disponível no Brasil, embora esgotada na maioria dos pontos de venda. A de 2013 é mais fácil de ser encontrada. Já a 2014, recentemente lançada pela cervejaria e que corresponde à 40ª edição, ainda não foi importada.

Anchor Our Special Ale (Christmas Ale) 2012 - Christmas/Winter Specialty Spiced Beer - 5,5% ABV 
Cor marrom café e avermelhada contra a luz.
Espuma de cor bege e cremosa que caiu devagar. Aroma de frutas secas, principalmente ameixas. Toque picante de cravo. Cereais escuros e por fim o alcaçuz. Perfumada e condimentada. Sabor começou com o gengibre um pouco picante. Depois vieram os maltes e o leve tostado. Amargor baixo-médio. Dulçor lembrou cocada de ameixa (?). Evoluiu para um pouco de chocolate, reforçando a presença maltada e um final açucarado de rapadura. Corpo médio e carbonatação um pouco frisante. Final seco. Retrogosto adocicado, mas sem persistir, limpo. Referência do estilo e com notas que remetem à época natalina. Alguma complexidade e boa drinkability.


As dicas de harmonização recomendadas são tortas de abóbora e os típicos pratos servidos na ceia de Natal. Degustada sozinha ou acompanhada de um prato natalino, o importante é celebrar a data comemorando com esta ou outra boa cerveja. Feliz Natal cervejeiro a todos!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

SANTIAGO AMIGO, PARTE 3 – Beervana

No mês de junho desse ano passei uma semana visitando Santiago, capital do Chile. Na ocasião fiz duas postagens aqui no blog relatando um pouco sobre o passeio. A primeira postagem foi sobre o primeiro dia de viagem e a segunda foi focada mais na parte turística da cidade. A postagem de hoje é sobre a loja Beervana, um dos melhores locais de Santiago para comprar cervejas artesanais chilenas.



Graças ao crescimento da produção e do consumo de cervejas artesanais no Chile – similar à revolução cervejeira que os Estados Unidos sofreram na década de 80 – dois amigos norte-americanos, Ben Wood e Perry Hirsch, resolveram investir na criação de uma loja que comercializasse esse tipo de cerveja. Grande variedade de rótulos artesanais chilenos e os últimos lançamentos da cena cervejeira do país abastecem a loja. E não apenas cervejas locais, mas boas opções de cervejas importadas também enchem as prateleiras, com destaque para as artesanais dos Estados Unidos e alguns rótulos europeus.

Localizada na Avenida Los Leones, nº 106, Providencia – perto da estação de metrô Los Leones – a loja funciona também como importadora de marcas norte-americanas. É a representante exclusiva no Chile de cervejarias como Anderson Valley, Ballast Point, Coronado, North Coast e Devil’s Canyon, sendo a principal distribuidora para bares e restaurantes da região. Na loja é comum encontrar à venda alguns acessórios dessas marcas, como copos, bonés, camisetas, placas, etc.


Perry Hirsch, um dos sócios do Beervana, conversando com este que vos escreve


O único senão da loja é que não é possível beber lá dentro. Embora muitos rótulos estejam em geladeiras, seu acondicionamento é para facilitar quem quiser levar para casa a cerveja já pronta para o consumo. Eles não possuem permissão para que seus produtos sejam consumidos na loja. A ideia é que futuramente a licença autorize essa atividade e uma vez permitida, a instalação de chopeiras é uma possibilidade para oferecer aos clientes cervejas on tap.

Abaixo seguem imagens de algumas cervejas chilenas adquiridas na Beervana. Vale citar que os preços são honestos e em alguns casos mais baratos se comparados com os praticados no Brasil – principalmente as importadas norte-americanas que também comercializamos aqui.

Slavia Bohemian Lager e sal de banho com lúpulo e laranja

Guayacán Diaguitas #33

Granizo IRA!, Tue Tue e Imperial Stout

Jester Saison, Luptopia e Cosmonauta

spoH IPA, IPA Coriander, IPA Animal e RIS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

EXCURSÃO CERVEJEIRA – Cervejaria Mistura Clássica e Penedon Brew Pub

O sommelier de cervejas Gustavo Renha, vem realizar a terceira edição da sua habitual excursão cervejeira. Marcada para o dia 07 de março de 2015, a viagem dessa vez ficará restrita ao estado do Rio de Janeiro. As cidades escolhidas para visitação foram Volta Redonda e Penedo, onde será visitada a Cervejaria Mistura Clássica e o Penedon Brew Pub, respectivamente. Vale lembrar que na edição desse ano do Mondial de La Bière, as respectivas empresas foram agraciadas com medalhas de ouro pelas suas cervejas – a Mistura Clássica conquistou duas medalhas com os rótulos Vertigem IPA e Beatus Tripel, e o Penedon Brew Pub com a cerveja Casa de Pedra – portanto é uma boa oportunidade para conferir in loco estes e demais rótulos.




Os pontos de partida da excursão serão as cidades de Niterói e Rio de Janeiro. A primeira parada da viagem será em Volta Redonda na Cervejaria Mistura Clássica. Lá será realizado um tour guiado onde será apresentada a metodologia de produção da cervejaria. Servirão um chope tirado diretamente do tanque e os presentes terão desconto na loja da cervejaria, caso queiram fazer compras. Depois a viagem segue para Penedo até o Penedon Brew Pub. Lá será servido um almoço e degustação das cervejas da casa – tive a oportunidade de fazer esse passeio ano passado e garanto que o banquete é para se esbaldar. Durante a viagem de ônibus os presentes serão contemplados com um bate-papo ministrado pelo Gustavo Renha e ainda ganharão kits de boas vindas do Beer Break – Centro de Ensino Cervejeiro, além de sorteios de brindes especiais durante a viagem. O apoio do passeio ficou a cargo do programa Rock n’ Beer – Rádio Cidade 102,9 FM, Buena Beer Importadora HWCinco Publicidade.



O investimento na viagem é de R$ 380,00 – parceláveis em duas vezes. Maiores informações podem ser tiradas diretamente com o Gustavo Renha, pelo e-mail gustavorenha@gmail.com ou pelo telefone (21) 98170-9071.

Boa viagem!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

JAPAS CERVEJARIA – 成功と繁栄*

Cinco amigas mestiças de descendência nipônica que têm em comum o ofício junto às cervejas artesanais. Natural que uma parceria dentro do âmbito cervejeiro ocorresse entre elas. O grupo formado pelas “japas cervejeiras” começou como uma brincadeira. Foram meses de encontros e conversas até essa união resultar na criação da mais nova cervejaria brasileira cigana – cervejarias sem espaço físico que alugam a fábrica de terceiros para realizar suas produções. Carolina Oda, sommelière de cervejas e especialista gastronômica; Carolina Okubo, da Cervejaria Invicta; Maíra Kimura, da 2Cabeças; Yumi Shimada, publicitária, designer de rótulos e sommelière de cervejas; e Fernanda Ueno, da Cervejaria Colorado; formam a quintessência da Japas Cervejaria.



O primeiro rótulo foi produzido sábado passado na Cervejaria Nacional e contou com a ajuda colaborativa do mestre-cervejeiro da fábrica-bar, Guilherme Hoffmann. O estilo da cerveja é uma American pale ale com lúpulo da variedade japonesa Sorachi Ace, e adição de wasabi, raiz-forte muito utilizada na culinária japonesa. A cerveja foi batizada de Wasabiru, que é a junção de wasabi com a palavra biru, que significa cerveja em japonês.

A festa de lançamento da cerveja será no dia 19/01/2015 na Cervejaria Nacional – Av. Pedroso de Moraes, 604, Pinheiros, São Paulo. A Maíra Kimura disse que vai fazer o possível para trazer um barril para o Rio de Janeiro. E no futuro a Wasabiru pode vir a ser engarrafada também, mas por enquanto apenas em chope. Outros planos são que mais cervejas sejam lançadas em demais cervejarias, mas sem nada definido até o momento.

De trás pra frente: Carolina Oda, Carolina Okubo, Maíra Kimura, Yumi Shimada e Fernanda Ueno


Parabéns pelo novo projeto e vida longa à Japas Cervejaria. Seikou to han-ei!*

*kanji e japonês romaji para “Saúde e prosperidade!” – obrigado pela ajuda na tradução, Janete Sawada (http://pickyourbeer.tumblr.com/)



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BAMBERG 9 ANOS – A Alemanha é aqui!

Esse ano eu concluí o curso de Mestre em Estilos promovido pelo Instituto da Cerveja Brasil. A escola cervejeira que caiu na minha banca de estudos foi a Escola Alemã. Provar seus variados estilos ao estudar para a prova, fez com que eu respeitasse ainda mais todo o tradicionalismo que envolve a cena cervejeira do país. E a vontade em experimentar essas cervejas diretamente na fonte só aumentou graças ao aprendizado. Infelizmente no momento não dá para beber uma autêntica kölsch na Colônia, uma altbier em Düsseldorf ou uma helles em Munique. Mas é possível beber esses e demais estilos na fonte da Bamberg. Não me refiro à cidade alemã, mas à Cervejaria Bamberg, a Francônia Brasileira.

Fachada da Cervejaria Bamberg
foto: Alexandre Bazzo


A artesanal brasileira mais alemã que existe fica localizada na cidade de Votorantim/SP. Conhecida por seguir a Reinheitsgebot (Lei de Pureza da Cerveja), a cervejaria é a recordista brasileira com mais rótulos em premiações internacionais, que somadas aos prêmios nacionais, totalizam em quase cem. Atualmente são produzidos mais de vinte rótulos, dentre cervejas de linha, feitas em homenagem a bandas de rock e as edições sazonais. No último domingo foi comemorado o aniversário de nove anos da cervejaria. A festa foi marcada pelos excessos. Excesso de comida (costela no chão, barriga de porco à pururuca e acompanhamentos) e de bebida (das torneiras das chopeiras jorraram ao todo 18 chopes liberados). A festa ainda terminou com a apresentação da banda Raimundos.

Cerveja Bamberg Raimundos Helles no copo e banda Raimundos no palco


Comemorada dentro da própria cervejaria, a festa recebeu 300 pessoas no total. Durante o show o galpão foi transformado em um verdadeiro show de rock. Várias pessoas “pogando” e pulando com suas canecas do tipo Mass, onde banhos de cervejas eram comuns, mas sem a ocorrência de maiores acidentes. Foram servidas todas as cervejas de linha, as cervejas das bandas e algumas sazonais. A cerveja Sepultura Ale estreou na festa. O segundo rótulo feito para a banda é uma homenagem aos seus 30 anos de carreira. A cerveja não tem um estilo definido. Segundo Alexandre Bazzo mestre-cervejeiro e um dos sócios da cervejaria –, ela fica entre uma kölsh e uma altbierTambém foi servida na festa a Tripel do Alexandre Lewis Xerxenevskycerveja que ganhou o concurso de cervejas caseiras realizado em parceria entre a cervejaria e a ACervA Paulista – mostrando que o estilo belga também frequenta os tanques da Bamberg.

Alexandre Bazzo


As cervejas servidas na festa estavam boas e muitas mereceram repeteco. A minha preferida foi a St. Michael, servida sem gás e em temperatura ambiente. Apreciei sua mistura de notas tradicionais de uma weizenbock, mais o amadeirado, os taninos e a acidez de vinho tinto, sua alta secura, além de leves toques de leveduras selvagens, que trazem semelhanças com uma sour ale.

Bamberg St. Michael


A festa de 10 anos da Cervejaria Bamberg já tem data marcada. Será realizada no dia 06/12/2015, às 10h. O esforço dos organizadores será em realizar uma edição tão boa quanto foi a festa de 9 anos. Se for igual, já será garantia de sucesso. Até lá!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ACERVA CARIOCA – Resultado do IX Concurso Estadual e última terça-sim do ano

A ACervA Carioca (Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas) é uma associação composta por cervejeiros caseiros que age em prol da disseminação da cultura cervejeira artesanal. Ela promove aos seus associados uma gama de eventos, a fim de ajudar o cervejeiro que quer aprimorar suas produções e participar de concursos cervejeiros. Técnicas de brassagem, cursos, palestras, degustações, concursos, são alguns exemplos de atividades promovidas pela associação.



Esse ano a associação promoveu um curso voltado aos julgadores que analisariam as amostras concorrentes do IX Concurso Estadual. Sob a supervisão do mestre-cervejeiro e consultor, Paulo Schiaveto, os estilos Düsseldorf Altbier e American Pale Ale foram pormenorizados no curso. Os jurados que analisariam esses estilos eram membros da associação. Já o Estilo Livre foi julgado por especialistas do meio cervejeiro, mais experientes no julgamento de concursos.

Nessa terça-feira saiu o resultado do concurso. A divulgação foi no encontro da última terça-sim do ano  alcunha dada aos encontros. O bar Tempero da Praça (Rua Barão de Iguatemi, 408 - Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ) ficou pequeno com a presença de membros representando todas as regionais da associação. As cervejas caseiras estavam muito boas, demonstrando que o investimento em promover muitos eventos técnicos esse ano, influenciou na qualidade das produções – comprovada também com as premiações recém-conquistadas por membros no IX Concurso Nacional das ACervAs, em Salvador, e no concurso promovido pelo Restaurante Aprazível. Algumas cervejas registradas também marcaram presença no encontro, como a Colorado Ithaca maturada em barril de bourbon, e a Way Beer, que doou alguns barris no Mondial de La Bière. E falando em Mondial, a criadora do festival, Jeannine Marois, também abrilhantou o encontro. 

H.A.R.P.A. (Hugo American Rapadura Pale Ale) do Marlos Monçores
Witbier com manga do Bernardo Couto e Maíra Kimura (cervejeiros da 2Cabeças)
Colorado Ithaca maturada em bourbon


Abaixo segue a lista dos campeões do IX Concurso Estadual da ACervA Carioca:

DÜSSELDORF ALTBIER
1º Lúcio Botelho - regional Rio
2º Nicholas Bittencourt - regional Niterói
3º Jarbas Menezes - regional Niterói

Lúcio Botelho, Rafael Bertges, Luciane Tavares representando Nicholas Bittencourt, que estava ausente, e Jarbas Menezes
foto: Fernanda Lacerda


AMERICAN PALE ALE
1º Rafael Oliveira - regional Rio
2º Leandro Sphaier - regional Niterói
3º Marlos Monçores - regional Rio

Rafael Oliveira, Juliana Nascimento representando Leandro Sphaier, que estava ausente, e Marlos Monçores
foto: Fernanda Lacerda
Deborah Guimarães e Leandro Sphaier, que chegou após a divulgação
foto: Fernanda Lacerda


ESTILO LIVRE
1º Bruno Viola - Pumpkin com coco queimado - regional Rio
2º Pedro Buteli - Double Imperial Stout com grãos de café, nibs de cacau peruano e chips de carvalho envelhecidos em whisky 18 anos - regional Rio
3° Marlos Monçores QUINTUPEL (Quadrupel com carvalho tostado) regional Rio

Pedro Butelli, Vinicius Kfuri, Bruno Viola, Marlos Monçores e Lucas Moura
foto: Fernanda Lacerda

  
Parabéns à Luciane Tavares, que esse ano fez um excelente trabalho como presidenta. Parabéns a todos os membros diretores e a todos os responsáveis pela organização do concurso, bem como demais atribuições concernentes à associação. E parabéns aos membros que lotaram a maior terça-sim do ano. Vida longa à ACervA, vamos que vamos e que venha 2015!

This is ACervA!
foto: Fernanda Lacerda

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CERVEJA IRADA! – Praianamente artesanal

A praia é o ambiente de todos. O local para reencontrar velhos amigos, conversar, paquerar e brincar – lazer é o que não falta. Possui o clima ideal para se refrescar bebendo uma cerveja. Para os apreciadores da artesanal, a única forma de bebê-la é levando de casa, vide a ausência na maioria das praias. O problema é quando o estoque acaba, mas a sede continua. A opção é partir para o consumo dos rótulos populares, mais disponíveis. Mas seria bem melhor se na praia também vendessem cerveja artesanal. Melhor ainda se não precisasse ir até o quiosque atrás dela, mas que viesse até você, no conforto da cadeira e proteção do guarda-sol. Pois a cerveja Irada! é a solução para isso. Com ela a praia ficou mais atraente e saborosa. A empadinha de camarão, o queijo coalho e o Biscoito Globo agora serão devidamente acompanhados por uma cerveja artesanal. Ou melhor, "praianamente" artesanal.


Os sócios da cerveja Irada! são Annelize Hochmann PassosFelipe Nogueira, os irmãos Pedro e Flavio Largacha, e o ator Malvino Salvador, que também será o garoto-propaganda da marca. A cerveja será servida em chopp acondicionado em mochilas pressurizadas, criadas especialmente pela empresa 2East para manter a temperatura e a carbonatação ideais. São as mesmas utilizadas em grandes festivais de música – Rock in Rio e Lolapalooza, por exemplo.

sócios da Irada!
foto: Ari Kaye 


O evento de lançamento da Irada! foi na última segunda-feira, no Bar D’Hôtel, do hotel Marina All Suites. Foi servido o chopp Posto 12, que é o primeiro rótulo da marca, uma cerveja puro malte e refrescante, ideal para o clima praiano. Em janeiro será vendida a sua versão engarrafada de 600 ml nos bares do respectivo hotel. A produção ficou a cargo da microcervejaria Allegra, localizada em Jacarepaguá-RJ. Inicialmente será produzida apenas essa cerveja, mas a ideia é que demais estilos também entrem em linha  o comentário foi que uma Weissbier e uma IPA seriam as próximas a serem produzidas. 

Irada! Posto 12 - Premium American Lager - 4,5% ABV
Cor amarela, límpida e brilhante. Espuma branca e cremosa. Aroma de grãos. Sabor leve de 
malte e leve adocicado. Amargor baixo e corpo leve. Retrogosto pouco amargo, seco e limpo.

A estreia da Irada! nas areias será dia 6 de dezembro, no trecho do Posto 12, na praia do Leblon. Para encontrar é fácil. É só seguir o grito de guerra dos vendedores ambulantes: Olha o malte!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

BEERTONE - EDIÇÃO BRASIL – Aprecie a cor da sua cerveja

Quando bebemos uma cerveja todos os nossos sentidos são aguçados durante a degustação. A audição é acionada com o som da garrafa ou lata aberta, informando se a cerveja preservou o gás. Com a visão percebemos as nuances da cor, turbidez ou limpidez do líquido, e tamanho, cor, textura e retenção da espuma. O olfato é atraído pelos aromas que avisam o sistema nervoso e este nos traz incontáveis memórias de odores. Na boca o paladar traz o sabor resultado da soma “aroma + gosto”; já o tato vem com a sensação do corpo, sua viscosidade e carbonatação, e ainda nos diz se a bebida está fria ou se esquentou.

Dentre os sentidos a visão às vezes faz o papel de vilã na cerveja. A influência da cor do líquido é tão superestimada que somos sugestionados a caracterizar a bebida antes mesmo de experimentá-la. “Se amarela, certamente ela é uma cerveja leve, portanto é uma Pilsen. De cor mais escura, então é mais forte e amarga, mas se for preta, é docinha”. A melhor forma de quebrar esses paradigmas é experimentando mais e mais cervejas de variados estilos. E descobrir que a cor amarela sempre será a cor esperada numa cerveja do tipo Pilsen, mas ela também pode significar uma cerveja forte/alcoólica como uma Strong Golden Ale, por exemplo. Assim como as cervejas de cor preta podem não ser sempre tão doces, mas também torradas e amargas.

Degustar cervejas e perceber como o universo das cores pode muitas vezes nos pregar peças pode ser um trabalho demorado. Mas essa "árdua" tarefa pode ser facilitada com a companhia de um guia de referência próprio. Inspirado na paleta ou arco-íris de cores presentes nos variados estilos de cervejas, o Beertone - Edição Brasil é a orientação certa para isso. São 202 cervejas artesanais brasileiras de 44 diferentes cervejarias, catalogadas por ordem de tonalidade de cor que varia das graduações mais claras até as mais escuras. Em formato de leque, o guia quando aberto se transforma num belo espectro final de cores.



O guia não se limita apenas a informar a tonalidades das cores das cervejas, mas demais informações pertinentes sobre as mesmas também estão contidas. Como estilo, teor alcoólico, unidades de amargor, temperatura ideal para consumo, dicas de harmonização, descrição, dentre outras. As informações foram todas disponibilizadas pelas cervejarias interessadas em participar do projeto, que são responsáveis pelo conteúdo informado. A parte de analisar as tonalidades de cores das amostras ficou com a equipe do Beertone, que para isso usou a precisão de um aparelho chamado espectrofotômetro.

O Beertone Brasil é a segunda edição do guia. A primeira é dedicada exclusivamente às cervejas da Suíça. Por se tratar do país em que atualmente reside o brasileiro Alexander Michelbach (autor do projeto), este acreditava que o trabalho de coleta seria facilitado se a edição original fosse feita com cervejas exclusivas de lá. Ledo engano. Encontrar cervejarias interessadas no projeto – muitas escondidas pelos Alpes suíços – colher seus dados, analisar e medir as cores, captar imagens, levou um processo de cerca de cinco meses até a publicação definitiva da primeira edição em abril de 2013. Na Europa o guia é uma referência e a maioria de suas vendas é em livrarias. Já no Brasil as vendas são focadas nos points cervejeiros.

A próxima edição já está sendo elaborada. As cervejas escolhidas dessa vez foram as da Alemanha e a ideia é que o guia também seja traduzido para o português. Demais países também são cogitados para edições futuras, como a Bélgica e os Estados Unidos, vide a demanda apresentada pelo público.

Taça TeKu 



Quem quiser apreciar a cor da sua cerveja, o guia Beertone - Edição Brasil pode ser adquirido através do linkhttp://beertone.com.br/pt-br/shop/ (também disponibilizam uma versão beta para tablets e smartphones). O guia pode ser comprado sozinho ou em conjunto com demais itens oferecidos pelo site, como a TeKu, taça universal para degustação de cervejas – outro produto exclusivo da Beertone – e o caderno para anotação de degustação de cervejas, o Cervediário da Evviva!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MISTURA CLÁSSICA VERTIGEM IPA – Estreia com pé direito

Quarta-feira passada, no Espaço Lapa Café, aconteceu o lançamento do novo rótulo da Cervejaria Mistura Clássica, a cerveja Vertigem IPA. Na verdade um relançamento em versão solo, tendo em vista que a mesma já havia sido lançada em edição comemorativa para a Copa do Mundo. No Kit Mistura Brasil, além da Vertigem, vinham mais três cervejas: Miragem (witbier com frutas cítricas), Volúpia (strong dark ale com blueberry) e Euforia (saison). Os rótulos foram idealizados pelo casal de cervejeiros caseiros, Eduarda Dardeau e Ricardo Rosa, e a execução da receita ficou por conta de Serverino Batista (Bill), mestre-cervejeiro que já trabalha há vários anos na Mistura Clássica.



A Vertigem IPA agora entra para a linha regular da cervejaria, vendida em garrafas de 500 ml e com uma nova roupagem. Do estilo American IPA, sua receita recebe uma combinação de lúpulos americanos e australianos que atraem notas florais e frutadas. As dicas de harmonização indicadas pela cervejaria são de pratos apimentados e de molhos fortes, carnes e queijos robustos. Vai bem com almôndega apimentada ou queijo gorgonzola, por exemplo. Abaixo segue a análise sensorial da cerveja servida em chope.

Mistura Clássica Vertigem IPA - American IPA - 6,5% ABV
Dourada escura. Espuma branca. Aroma lupulado moderado (frutado cítrico, maracujá). Malte pouco perceptível. Sabor similar. Lúpulo fresco. Amargor médio. Corpo médio a baixo e carbonatação média. Final seco e amargor que persiste.


A estreia da Vertigem IPA junto ao público foi no Mondial de La Bière Rio – realizado entre os dias 20 a 23 de novembro. A cervejaria fez uma promoção para o festival, onde as 10 melhores fotos publicadas no Instagram com a hashtag #vertigemnomondial eram presenteadas com kits da cerveja. A estreia foi com pé direito, já que no Mondial a Vertigem saiu com a conquista da medalha de ouro no MBeer Contest Brazil – a Beatus foi outra cerveja da Mistura Clássica que também ganhou a medalha de ouro.